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Tamara Klink e Bárbara Veiga dão 4 dicas para preservar os oceanos

O episódio intitulado “Além do Oceano” recebe duas grandes ativistas de conservação marinha.

Published 08/06/2022
preservar oceanos

Foto: iStock

Nesta quarta-feira (8) celebramos o Dia Mundial dos Oceanos. A data foi criada para reforçar a importância de cuidar e proteger os mares e oceanos, que são fundamentais para o equilíbrio da vida no planeta Terra, mas seguem sendo ameaçados pela poluição e mudanças climáticas.

O assunto também é tema do quarto episódio do “Nat Geo Podcast”, podcast 100% brasileiro realizado pela National Geographic Brasil e apresentado por André Carvalhal, escritor e especialista em design para sustentabilidade. O novo episódio intitulado “Além do Oceano” estreia no próximo dia 07 de junho nas principais plataformas de streaming de áudio e recebe duas grandes ativistas de conservação marinha: a navegadora e escritora Tamara Klink, e a documentarista, fotógrafa e performer Bárbara Veiga.

Com o intuito de conscientizar e incentivar o público, a National Geographic listou algumas atitudes que podemos tomar em prol da preservação e conservação dos oceanos, comentadas também no novo episódio do podcast. Confira abaixo:

Menos cigarros

Que o tabaco faz mal para a nossa saúde, todo mundo sabe. Mas você sabia que ele também é um grande agente poluidor? Segundo a PNUMA (Programa Para Nações Unidas Para o Meio Ambiente), as bitucas de cigarros são os resíduos mais descartados no mundo: cerca de 4,5 trilhões por ano.

Ação contra bitucas jogadas na praia. | Foto: Divulgação

Além disso, o cigarro também possui plástico em sua composição e é o resíduo mais encontrado nas praias, tornando o ecossistema marinho mais suscetível a vazamento de micro plásticos que, quando ingeridos pelos animais marinhos, causam uma grande taxa de mortalidade a longo prazo. E não só o mar, o descarte irregular de cigarros também afeta plantas, mamíferos, aves e muitas outras vidas.

Menos plástico

Apesar do cigarro ser considerado o resíduo plástico mais encontrado nas praias, ele não é o único que causa problemas para o mar. Aproximadamente 11 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos do mundo a cada ano e até 2040, se continuarmos nesse ritmo, essa quantidade deve triplicar.

Alternativas ao plástico descartável. | Foto: Good Soul Shop: Unsplash

Também segundo a PNUMA, o plástico representa 85% dos resíduos produzidos pelos homens que acabam parando nos ecossistemas marinhos. A criação de um hábito regular de reciclagem, além de políticas públicas e mudanças produtivas, como a adoção de uma economia circular – assunto que, inclusive, foi tema central do terceiro episódio do “Nat Geo Podcast” – poderiam ser grandes passos rumo à preservação dos mares.

Menos combustíveis fósseis

Segundo um artigo publicado na Revista Science, em 2018, as emissões excessivas de gases do efeito estufa, causadas pelos humanos, está aquecendo os oceanos e diminuindo o oxigênio deles em um ritmo que pode causar a extinção em massa de várias espécies marinhas. Entretanto, se essas emissões forem cortadas rapidamente, esse risco cai 70%.

Brasil está aumentando uso de energia solar. | Foto: Pixabay

Acontece que a retirada de petróleo no fundo do mar e a queima dos combustíveis fosseis liberam grande quantidade desses gases, que vão parar nos oceanos. Apesar disso, os pesquisadores têm a esperança de que o aumento da energia solar e eólica comecem a reduzir a demanda por esses combustíveis.

Menos pesca predatória

As frotas comerciais de pescas estão indo para áreas cada vez mais profundas dos oceanos em busca de espécies e essa prática em excesso causa um desequilíbrio muito grande nos ecossistemas marinhos. Por exemplo, quando peixes herbívoros são pescados demasiadamente, algas se proliferam cada vez mais em corais, os tornando mais frágeis e suscetíveis a mudanças climáticas.

Ação de limpeza: “Pescando” plástico. | Foto: Rafael Guedes

Espécies como tartarugas, golfinhos, aves marinhas e peixes ameaçados de extinção também são afetadas pela pesca predatória, principalmente em técnicas como o “arrasto” que vai puxando tudo o que passa pela frente, muitas vezes, incluindo esses animais.

“Quando a gente passa em um pesqueiro e vê a quantidade de golfinhos ao redor dos barcos de pesca, fica muito evidente que é praticamente impossível eles não matarem nenhum deles”, comenta a ativista Tamara Klink durante o quarto episódio do “Nat Geo Podcast”. Por outro lado, cientistas sugerem que regulamentações mais firmes para a pesca e um gerenciamento agressivo poderiam restaurar muitas dessas espécies.

O Que Você Faz Importa

A ativista Barbara Veiga, que também é uma das convidadas do novo episódio do “Nat Geo Podcast”, reforça a importância das pessoas se unirem para essa causa. “A força do coletivo é transformadora e só ela pode trazer mudanças e soluções para a nossa vida […] A forma como a gente se veste, se alimenta e se conecta faz toda a diferença”.

De fato, mudanças precisam ser tomadas urgentemente em prol do Planeta e Tamara Klink acredita que isso não é impossível: “os últimos dois anos deixaram muito claro que em poucas semanas o mundo inteiro pode se mobilizar para mudar suas atitudes, para mudar a maneira como a gente trabalha e a maneira como a gente se relaciona em nome de uma urgência”.

A National Geographic acredita também que cada uma das nossas atitudes é importante e, não à toa, lançou a campanha O Que Você Faz Importaque – por meio de múltiplas plataformas, como o “Nat Geo Podcast”, e diversas iniciativas – busca conscientizar seu público sobre a importância de uma ação coletiva para o planeta.

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