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Estudo revela os 10 países mais felizes do mundo

Ranking traz lições dos países mais felizes e mostra a relação do dinheiro com a felicidade

países mais felizes
Homem mergulha em lago na Finlândia, considerado o país mais feliz do mundo. Foto: Tommaso Fornoni | Unsplash
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Um estudo reuniu dados do World Happiness Report, Nature e Harvard, sobre o nível de felicidade ao redor do globo e fez um ranking dos países mais felizes do mundo.

Os países da Europa, mais especificamente os países nórdicos, estão no topo do ranking mundial da felicidade. A Finlândia é o país mais feliz do mundo, seguido pela Islândia e Dinamarca, em segunda e terceira posição, respectivamente.

De um total de 153 países do estudo, o Brasil ficou na 41ª posição, com a nota 6.11. Longe do topo, mas acima da média mundial (5.5) e bem afastado das piores posições, como o Afeganistão, Sudão do Sul e Zimbábue.

Fonte: Harvard, Nature, Cupom Válido, World Happiness Report
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Foram considerados 6 fatores: apoio social, ausência de corrupção, expectativa de vida, generosidade, liberdade para escolhas na vida, PIB per capita e vida saudável. Ao somar cada um dos fatores, foi dada uma pontuação para cada país, onde a Finlândia atingiu a nota máxima de 7.80, e o Afeganistão a menor nota, de 2.56.

O segredo dos países nórdicos

Pelo quarto ano consecutivo, a Finlândia foi considerada o país mais feliz do mundo. Os demais países nórdicos também aparecem bem posicionados com frequência e a explicação para isso envolve mais de um fator.

Os países nórdicos parecem ter encontrado o balanço entre o trabalho e a vida pessoal, que tem contribuído para estarem continuamente entre os países mais felizes do mundo.

Fonte: Harvard, Nature, Cupom Válido, World Happiness Report

Nestes países, tanto a saúde quanto a educação são totalmente gratuitos, além de se ter um baixo nível de criminalidade em comparação com a média mundial. No caso da Suécia, por exemplo, os pais de recém-nascido têm direito a 480 dias de licença trabalhista, com 80% do salário garantido.

Dinheiro traz felicidade?

Após uma análise com mais de 1,7 milhão de pessoas em 164 países, os pesquisadores descobriram a resposta para esta pergunta.

A conclusão é o dinheiro influencia sim no nível de felicidade. Porém, após se conseguir os itens básicos, como alimentação, saúde e moradia, a quantidade de dinheiro tende a ser cada vez menos relevante.

Segundo a pesquisa, o valor anual para se atingir o ápice de satisfação é de US$ 95 mil dólares por ano, algo em torno de R$ 494 mil por ano, ou aproximadamente R$ 41 mil por mês.

Fonte: Harvard, Nature, Cupom Válido, World Happiness Report

Os pesquisadores lembram que este é um valor máximo, e não o valor necessário para ser feliz. A estimativa de US$ 95 mil é uma média mundial e, ao levar em consideração os países da América Latina, o valor cai para menor, US$ 35 mil ao ano ou cerca de R$ 182 mil por ano – R$ 15 mil por mês.

Já para se obter o bem-estar emocional, o valor é menor e varia de U$60 mil e U$75 mil ao ano, ou R$26 mil e R$32 mil por mês.

Fonte: Harvard, Nature, Cupom Válido, World Happiness Report

No Brasil, por exemplo, a renda per capita é de R$ 1.380 e está muito abaixo dos US$ 95 mil anuais, mas o país se encontra numa posição acima da média ao compararmos o nível de felicidade com outros países do globo. Ao considerarmos somente os países da América Latina por exemplo, o Brasil fica atrás somente do Uruguai.

Fonte: Harvard, Nature, Cupom Válido, World Happiness Report

Muito mais que dinheiro

Numa pesquisa realizada com os participantes nascidos entre 1981 e 1996, os millenials, mais de 80% responderam que a meta número um de vida era ser rico, e 50% responderam que a segunda meta era ser famoso.

Dinheiro e fama dão a impressão de que são itens necessários para uma vida feliz. Porém, pesquisadores de Harvard discordam desta afirmação.

Harvard está realizando o estudo mais longínquo já existente sobre a felicidade. Com início no ano de 1938, o estudo com mais de 8 décadas está analisando 700 homens durante toda a sua vida para descobrir lições sobre a felicidade.

Segundo o atual diretor do estudo Robert Waldinger, apesar da pesquisa ainda estar em andamento, já existem algumas lições a ser retirada.

“A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool.”

Robert Waldinger, Universidade de Harvard

O inverso também é verdade. Existe uma correlação muito alta entre as pessoas que tem relações próximas e o nível de felicidade. Segundo o estudo, o fator principal relacionado a um alto nível de felicidade, são as conexões com os amigos, família e a comunidade ao redor.

“A mensagem resumida é que os relacionamentos nos tornam mais felizes. No entanto, a mensagem mais longa é sobre como é preciso trabalho – e trabalho constante – para cuidar dos relacionamentos. Nunca estamos em um lugar onde podemos dizer: ‘Ok, meus relacionamentos são bons, é isso, terminei’. As pessoas estão sempre mudando, nós estamos sempre mudando, então os relacionamentos estão sempre mudando”,

“Cuidar de nossos relacionamentos é um projeto contínuo, mas vale a pena. Vale a pena o investimento.”

Robert Waldinger, Universidade de Harvard
Foto: Matheus Ferrero | Unsplash

Fontes: Harvard, Nature, World Happiness Report – CupomValido.com.br

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