Por Mauricio Abbade, Pedro Garcia e Rafaela Bonilla

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 24) teve início na última segunda-feira (3), na cidade de Katowice, Polônia. Foram confirmados 197 países para se unir ao evento, que reunirá mais de 20 mil pessoas. Dentre as principais reivindicações, o aquecimento global e suas consequências são uma das questões centrais no debate. Também serão revistas e reformuladas as metas para cada países do acordo de Paris. Diversas personalidades do mundo inteiro estão presentes: chefes de Estado, representantes internacionais, jornalistas de todo o mundo, personalidades como Arnold Schwarzenegger, donos de empresas e outras.

Um dos grandes assuntos que cerca as pessoas presentes no evento é a desistência do Brasil de sediar a COP25, do ano que vem. De acordo com rumores, a COP do ano que vem será sediada na Costa Rica ou na Guatemala.

Entre as diversas organizações presentes no evento, há a World Food Programme (WFP), que dá assistência alimentícia em emergência e trabalha com comunidades para melhorar a nutrição da pessoas ao redor do mundo. De acordo com eles, a comunidade internacional se comprometeu em acabar com a fome, possibilitando o acesso à comida para todos e a melhora na nutrição. A organização também frisa que uma em nove pessoas ainda não conseguem ter uma alimentação adequada e passam fome.

Os efeitos do aquecimento global refletem em todas as esferas socioeconômicas e, em especial, na fome mundial.  De acordo com a WFP, um mundo 2 graus mais quente pode resultar em 189 milhões de pessoas podendo vivenciar níveis maiores de instabilidade alimentícia. Caso o mundo fique 4 graus mais quente, o número de pessoas afetadas será de 1 bilhão e 800 mil.

Por exemplo, na Etiópia a produção de café, do grão teff e de sorgo, além de animais pastoris, pode ser colocada em risco. Tudo isso, pois essas culturas são suscetíveis a estresse ligado ao calor. Mas não são somente as ONGs e organizações da sociedade civil que estão presentes no evento.

Muitas nações do mundo possuem seus stands com suas reivindicações. O Brasil abordará diversas pautas, em especial algumas relacionadas aos biomas e aos povos indígenas.  A única empresa privada no evento é a binacional Itaipu, que está expondo e defendendo a energia hidrelétrica.

Durante os próximos dias, até a segunda semana de dezembro, o evento estará fervendo com os mais diversos debates sobre as questões climáticas. As nações estão reunidas para chegarem a acordos e então comunicarem para a população mundial os novos rumos para o clima e meio ambiente.