Campanha discute ação de estrangeiros em relação à Amazônia

Vídeo quer mostrar como pessoas, empresas e governos do mundo podem ajudar a parar a destruição da floresta

vídeo amazônia ou bolsonaro
Foto: Reprodução YouTube | Amazônia ou Bolsonaro?

Um vídeo lançado pela Apib – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, em parceria com o Observatório do Clima, a Mídia Índia e o movimento 342 Amazônia levanta o debate sobre a responsabilidade que estrangeiros têm na destruição da Amazônia. O objetivo é para sensibilizar cidadãos, empresas, investidores e governos do mundo todo a respeito de atitudes que podem ajudar a frear o desmatamento.

Com uma postura crítica em relação ao governo federal, a campanha Defund Bolsonaro ou Amazônia or Bolsonaro? defende que os incêndios e o desmatamento na floresta são atos criminosos, que contam com o apoio ou negligência do governo e “dos grandes negócios, que fazem parte de uma cadeia de produção, de comércio e de investimentos maculados que estão todos contaminados” e que, por isso, “o principal pólo de biodiversidade da Terra e as nações indígenas que a protegem, estão em estado crítico”.

Patrocinadores da destruição

Como forma de combater a destruição da floresta, os idealizadores da campanha defendem que o mundo pare de comprar do Brasil produtos que não sejam licenciados, como o ouro, a madeira, a carne, o couro, grãos e o petróleo do Brasil – produtos que tem sua cadeia muitas vezes ligada à atividades ilegais e desmatamento.

O texto da campanha ainda destaca que “Se deixarmos a Amazônia queimar, o resto do mundo vai queimar junto”, como forma de chamar estrangeiros a participar ativamente de ações à favor da floresta e de sua preservação.

Como disseminar essa mensagem?

O site da campanha pede que as pessoas se envolvam e ajudem a compartilhar a mensagem, por meio das redes sociais.

Entre as ações sugeridas estão a postagem de cards exclusivos da campanha e o compartilhamento de reportagens de veículos de comunicação estrangeiros, que têm ajudado a contar essa história pelo mundo.

Além disso, a campanha reforça a importância da disseminação e apoio às cinco medidas de emergência para combater a crise do desmatamento na Amazônica:

1. Moratória do desmatamento na Amazônia;
2. Aumento das penas para crimes ambientais e desmatamento;
3. Retomada imediata do PPCDAm – Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal;
4. Demarcação de terras indígenas e quilombolas e criação, regularização e proteção de Unidades de Conservação e
5. Reestruturação do Ibama, ICMBio e Funai.

Essas medidas fazem parte de um documento assinado por 62 instituições, entre elas as autoras desta campanha, sobre a qual descrevo neste post, Amazon Watch, Articulação Nacional de Agroecologia, WWF Brasil, 350.org, CUT, Engajamundo, Idesam, IDS, FAS, entre outras.