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Máquina que transforma CO2 em rocha começa a funcionar

A planta deve extrair 4.000 toneladas de dióxido de carbono do ar por ano.

Máquina que suga CO2 e transforma em rocha começa a funcionar na Islândia
Foto: Climeworks
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Foi inaugurada a maior usina do mundo projetada para sugar dióxido de carbono do ar e transformá-lo em rocha. O anúncio foi feito na última quarta-feira pela Climeworks da Suíça e Carbfix da Islândia. Segundo as empresas, a planta deve extrair 4 mil toneladas de CO2 do ar por ano.

Batizada de Orca em homenagem à palavra islandesa “orka” que significa “energia”, a planta fica estrategicamente localizada ao lado da Usina Geotérmica Hellisheiði, na Islândia, funcionando totalmente com energia renovável. Construída pela Climeworks e Carbfix, a planta custou entre US $ 10 e 15 milhões para sua construção.

A usina é composta por quatro unidades, cada uma composta por duas caixas de metal que assemelham a contêineres de transporte de carga. As empresas informam que a extração de 4 mil toneladas de dióxido de carbono do ar ao ano equivale às emissões de cerca de 870 carros.

Transformando CO2 em rocha

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A usina usa ventiladores para puxar o ar para um coletor que possui um filtro dentro interno. Uma vez que o material do filtro é preenchido com CO2, o coletor é fechado e a temperatura é elevada para que o gás altamente concentrado possa ser coletado.

O CO2 é então misturado à água antes de ser injetado a uma profundidade de mil metros na rocha basáltica próxima, onde é mineralizado.

Custo benefício

A captura e armazenamento de carbono é defendida pelos que acreditam que essas tecnologias podem se tornar uma ferramenta importante na luta contra as mudanças climáticas. “Devemos dar as boas-vindas às instalações do Orca”, diz Robert Bellamy, da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

“Embora ainda seja pequeno no grande esquema das coisas, é um passo significativo em mostrar ao mundo que a captura direta de ar e o armazenamento podem ser aumentados, pelo menos em um sentido técnico.” 

Robert Bellamy, Universidade de Manchester

No entanto, ele diz que a empresa ainda terá que demonstrar que a economia da tecnologia pode ser ampliada. “Uma das críticas de longa data é que é muito caro, embora haja esperanças de que os custos possam ser reduzidos significativamente a longo prazo”, diz ele. A Climeworks diz que normalmente custa cerca de US $ 600 por tonelada de CO2 removida hoje. A empresa alega que pode chegar a US $ 100 a US $ 200 por tonelada de CO2 nos próximos 10 anos. 

Ainda sim, muitos críticos argumentam que a tecnologia ainda é absurdamente cara e pode levar décadas para funcionar em larga escala.

A Climeworks já construiu outras 14 plantas para capturar CO2 no mundo, uma delas utiliza o dióxido de carbono capturado em estufas de plantas e outra transforma o CO2 em combustível.

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