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Agroflorestas Urbanas recuperam áreas verdes em Belo Horizonte

Projeto transforma espaços degradados, produz alimentos agroecológicos e gera renda a dezenas de famílias.

agrofloresta urbana
Foto: Fabio Lima
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Transformar espaços degradados em áreas preservadas e produtivas, produzir alimentos agroecológicos e gerar renda a dezenas de famílias: estes são alguns dos benefícios das comunidades atendidas pelo projeto Agroflorestas Urbanas em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Iniciada em 2018, a implantação de Agroflorestas Urbanas é resultado da parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e a Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SUSAN) de Belo Horizonte. Atualmente, a iniciativa apoia nove unidades produtivas comunitárias que geram bons resultados econômicos, ambientais e sociais para aproximadamente 200 pessoas entre agricultores familiares e voluntários.

Em mais de 32 mil metros quadrados distribuídos pela cidade, são produzidos alimentos saudáveis e plantadas árvores em sistemas agroflorestais biodiversos, baseados na sucessão ecológica para potencializar resultados e entregar serviços ecossistêmicos que melhoram a qualidade de vida nos espaços urbanos.

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É o caso da Agrofloresta do Parque Ciliar do Onça, no bairro Ribeiro de Abreu, que fica na região Nordeste do município. Localizada às margens do Ribeirão do Onça, em espaço antes utilizado para ocupações irregulares e descarte de lixo sobre áreas de preservação permanente, ela foi tornando-se um ambiente protegido, composto por espécies nativas, árvores frutíferas e plantações de hortaliças, como conta o diretor de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Dany Amaral. “É impressionante o resultado alcançado no espaço. A revitalização provocada pelo projeto foi tridimensional, podendo ser vista desde a sua estrutura física até a forma como a biodiversidade se apresenta atualmente. E tudo isso com o envolvimento efetivo da comunidade local”, destaca.

O apoio às agroflorestas começa por meio de um processo de credenciamento estruturado dentro da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura, que forma um programa maior de fomento a outras unidades produtivas entre comunitárias, institucionais e escolares. Por meio do fornecimento de assessoria técnica, insumos e mudas, são viabilizadas as Unidades Produtivas, possibilitando usos sustentáveis em espaços antes degradados ou subutilizados.

Todo o processo de construção é realizado de maneira participativa com a comunidade, como explica a engenheira florestal e técnica da gerência de Fomento à Agricultura Familiar e Agricultura Urbana, Edglênia Nascimento. ”Inicialmente, os coletivos se credenciam, sendo selecionados através de critérios previamente estabelecidos e, a partir da habilitação da proposta, são acompanhados diretamente por técnicos da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional. Ainda que existam etapas para implantação, cada agrofloresta é única: cada sistema agroflorestal é desenhado a partir das demandas da comunidade e considerando os desafios para a melhoria da qualidade ambiental de cada local”, detalha.

Embora Belo Horizonte possua um alto percentual de áreas verdes distribuídos por todo o município, percebe-se que parte destes espaços tem baixa cobertura arbórea e índice de biodiversidade reduzidos, com predomínio de espécies vegetais consideradas infestantes, como as gramíneas (braquiária, colonião e etc) e leucenas. Sob a ótica ambiental, o projeto desempenha o importante papel de substituir estas espécies por outras que devolvam mais recursos ao ambiente, sobretudo no que tange a auxiliar no manejo de áreas verdes e de Áreas de Preservação Permanente (APP).

“Quando iniciamos com o Agroflorestas Urbanas em Belo Horizonte, um dos objetivos mais importantes, além de promover a segurança alimentar e gerar emprego e renda aos agricultores locais, era proteger os nossos recursos hídricos e reocupar matas ciliares que estavam se perdendo. Hoje, após alguns anos deste projeto que tanto deu certo, o que vemos é uma melhora significativa na qualidade do solo nestas áreas, produção de água nas nascentes e o resgate da diversidade genética das espécies presentes ali”, conta o secretário municipal de Meio Ambiente, Mario Werneck.

Atualmente, a Prefeitura trabalha no fortalecimento e expansão do projeto, a partir de um mapeamento de 1.204 horas que contou com capacitação e assistência técnica, 62 ações de infraestrutura, estudo de áreas elegíveis e de oportunidades relacionadas a políticas públicas estruturantes como a de compostagem comunitária. De acordo com o secretário, esta perspectiva faz parte de um propósito do município de entregar importantes ferramentas para o desenvolvimento do ecossistema urbano. “Fomentar um projeto como este e permitir que ele cresça é cuidar da nossa comunidade como um todo. Por meio dele, estamos fornecendo insumos preciosos para que a saúde e o desenvolvimento, tanto dos nossos espaços físicos quanto da nossa gente, sejam assegurados”, concluiu.

As informações são da Prefeitura de Belo Horizonte

 

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