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Impacto ambiental de cosméticos pode ganhar sistema global de análise

Líderes da indústria de cosméticos propõe um sistema global de avaliação e classificação de impacto ambiental dos produtos

cosméticos
Foto: Brooke Lark | Unsplash
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Natura &Co, Henkel, L’Oréal, LVMH, e Unilever anunciam uma nova iniciativa de cooperação global, que irá desenvolver coletivamente um sistema voluntário de avaliação e classificação de impacto ambiental para toda a indústria de cosméticos.

O objetivo é desenhar em conjunto uma abordagem que vá além das marcas, e dê aos consumidores informações claras, transparentes e comparáveis sobre o impacto ambiental dos produtos, a partir de uma metodologia comum baseada na ciência. Essas cinco companhias estão estendendo o convite para que outras empresas de cosméticos se juntem a elas nesse objetivo.

Transparência

O novo sistema de avaliação e classificação pretende atender à crescente demanda dos consumidores por maior transparência a respeito do impacto ambiental de produtos cosméticos, o que inclui fórmulas, embalagens e utilização.

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O objetivo é melhorar a informação disponível ao público e permitir que ele faça escolhas mais sustentáveis de consumo.

Para isso, um consórcio será criado, aberto a todas as companhias de cosméticos que queiram unir-se a ele e contribuir para o desenho de um sistema que permita aos consumidores compararem produtos dentro de uma mesma categoria.

A ambição é que haja uma classificação geral que informe os consumidores sobre o impacto ambiental de cada produto, considerando todo o seu ciclo de vida.

Foto: Birgith Roosipuu | Unsplash

Metodologia científica e sistema de classificação

O consórcio trabalhará com a consultoria de sustentabilidade Quantis , para garantir uma abordagem robusta e científica desse processo. A metodologia de avaliação e do sistema de classificação devem ser pautados pelos seguintes critérios:

  • Um método comum de mensuração dos impactos ambientais de todo o ciclo de vida dos produtos, apoiado nos princípios da “Product Environmental Footprint” (o método científico da União Europeia para quantificar a pegada ambiental de produtos)
  • Uma base de dados comum sobre impactos ambientais de ingredientes e matérias-primas usadas em fórmulas e embalagens, assim como da etapa de uso dos produtos.
  • Uma ferramenta comum que permita que cada marca calcule o impacto ambiental de produtos individuais, e que possa ser usada por não-especialistas.
  • Um sistema harmonizado de classificação usando, por exemplo, uma pontuação variando de “A” até “E”, que permita que o consumidor compare facilmente diferentes produtos. A metodologia, a base de dados, a ferramenta e o sistema de classificação serão verificados por entidades independentes.
Foto: iStock

Iniciativa global e abrangente

Essa iniciativa global pretende ser aberta a todas as companhias de cosméticos, independentemente de seu tamanho ou de seus recursos. Outros atores serão informados e consultados durante o processo.

As cinco companhias que estão se reunindo agora vão somar sua experiência e conhecimento para desenvolver metodologias de avaliação de impacto (como é o caso de Henkel, LVMH, Natura &Co e Unilever), bem como um sistema de rotulagem ambiental e social (conforme o desenvolvido pela L’Oréal).

Todas as companhias vão se beneficiar desse trabalho preexistente e estão convidadas a contribuir com sua própria experiência. O consórcio também vai contar com o apoio de especialistas externos, incluindo cientistas, acadêmicos e ONGs, para assegurar a contínua consistência de sua abordagem. O trabalho desenvolvido pelo consórcio vai ser publicado e vai se tornar acessível de forma estritamente voluntária, tanto pelos seus integrantes como por outras partes interessadas.

Foto: Agenlaku Indonesia | Unsplash

“É possível que o setor de cosméticos, como aconteceu em outros, construa uma avaliação científica do impacto de seus produtos, baseada em todo o seu ciclo de vida. Isso requer a união do conhecimento e da experiência de todas as partes dessa indústria, particularmente considerando os dados sobre impacto ambiental; esta é exatamente a empreitada em que os membros fundadores do consórcio estão embarcando agora”, diz Philippe Osset, especialista em usar a avaliação de ciclo de vida para o ecodesign, consultor parceiro da Comissão Europeia e da AFNOR (Associação Francesa de Padronização, na sigla em francês).

A Cosmetics Europe já está acompanhando ativamente o processo, e outras associações da indústria estão sendo contatadas para se unir ao consórcio.

Empresas e associações que queiram saber mais sobre a iniciativa podem entrar em contato pelo e-mail: contact@ecobeautyscore-consortium.org.

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