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Greve Global pelo Clima tem a maior manifestação desde 2019

Movimento de jovens pelo clima organiza manifestações em mil locais ao redor do mundo nesta sexta-feira, 24/09

greve pelo clima
Imagem: Reprodução
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Uma nova mobilização do movimento global de jovens pelo clima  vai tomar novamente as ruas nesta sexta-feira, dia 24 de setembro, um pouco mais de um mês antes da COP26.

As manifestações vão acontecer ao longo do dia em mais de mil locais, e esta Greve Global pelo Clima será a maior mobilização climática desde o início da pandemia. O evento marca o retorno às ruas para o movimento em muitos lugares onde o protesto físico não tem sido possível desde 2019.

No Brasil, as manifestações ocorrem no país em menor escala e sob regras locais de distanciamento social. Atos estão programados para ocorrer em cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Mossoró e Uberlândia. Para saber onde vão acontecer as manifestações, consulte o mapa do movimento.

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“Os mais afetados pela crise climática, também são aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e que lutam diariamente contra outras crises. Para alcançar a justiça climática precisamos também lutar por justiça social”, alerta Adriani Maffioletti, da etnia Mbyá Guarani e integrante do Fridays For Future Brasil.

Imagem: Reprodução

Na segunda-feira, dia 20 de setembro, ativistas falaram sobre os planos para os protestos desta sexta-feira e sobre a necessidade de ação dos mais ricos e maiores emissores históricos em termos de cortes de emissões e também de financiamento climático para os países mais afetados.

“Tem sido um ano e meio estranho com a pandemia, mas a crise climática é ainda mais urgente do que era antes. E agora vamos voltar às ruas para mostrar que não desaparecemos e que estamos exigindo ação climática e justiça climática”, ressaltou Greta Thunberg na entrevista.

Vanessa Nakate, do Rise Up Movement, de Uganda falou sobre a injustiça climática e os riscos para países em desenvolvimento.”Os US$ 100 bilhões em financiamento climático para os países em desenvolvimento seriam o primeiro passo para corrigir a injustiça climática. Foi como se os países finalmente olhassem para cima e vissem o sofrimento e a devastação que estava acontecendo em países como o meu por causa da crise climática. O mais perturbador, no entanto, é que não foi entregue. É aí que está realmente o desafio”, alertou a jovem ativista.

Brasil

No Brasil, os jovens ativistas escolheram a hashtag “Descolonize o Sistema” como o principal chamado para a inversão dessa lógica em que populações tradicionais e o meio ambiente foram explorados durante séculos e que é urgente mudar. “Trouxemos essa tag como uma forma de mostrar que grande parte dos nossos problemas sociais e ambientais vem do processo de colonização que nosso país passou e segue reproduzindo, como a exploração excessiva dos recursos naturais, o racismo e a inferiorização e deslegitimação dos povos tradicionais e originários ou de outras matrizes. Além disso, reforçamos a necessidade de desconstruir pensamentos e ideias colonialistas que continuam enraizados na nossa sociedade”, diz Daniel Holanda, ativista do Fridays For Future Brasil.

Para saber acompanhar as manifestações e se informar sobre atos em sua cidade, acompanhe o perfil do Fridays For Future Brasil n Instagram: @fridaysforfuturebrasil.

Greve Global pelo Clima: alguns atos pelo mundo

A Greve Global pelo Clima é uma mobilização mundial que tem levado jovens às ruas em apelo para que os governos adotem medidas urgentes para frear o aquecimento global. As projeções trazem a mensagem dessa geração, que está farta de mentiras e farão marcação cerrada em cima dos negacionistas como Bolsonaro, e de todos os líderes de governo que agem como se a crise climática não fosse realidade. A estimativa, segundo o Fridays For Future (Sextas-feiras pelo Futuro, em português), que lidera o movimento, é que pelo menos 86 países participem da mobilização.

“Não podemos mais tolerar governantes negacionistas liderando países. A juventude quer poder sonhar além dos próximos dez anos e, por isso, semeia engajamento, conscientização e ação para que a gente chegue em um mundo mais verde e justo para todos.”

Pamela Gopi, porta-voz de Clima e Justiça do Greenpeace.
Foto: Nito | Istock

Alemanha

Dois dias antes das eleições alemãs, estão previstos protestos em massa em mais de 420 cidades em toda Alemanha. Em Berlim, multidões se reunirão em frente ao Bundestag (parlamento alemão), onde Greta Thunberg fará um pronunciamento .

Argentina

Protestos em pelo menos 14 cidades estão planejados em todo o país. Em Buenos Aires, multidões marcharão da Plaza De Mayo para o Congresso.

Mexico

Ativistas se reunirão em frente ao Palácio Nacional (sede do executivo federal) na Cidade do México, para exigir que a petroleira estadual Pemex apresente um plano de descarbonização. A coalizão de grupos usará cabeças gigantes representando líderes, incluindo o Presidente Lopez Obrador.

Bangladesh

Serão realizados protestos em 15 cidades do país, com manifestantes exigindo das autoridades o fim de projetos de novas usinas elétricas a carvão e gás, bem como a apresentação de um pacote de recuperação verde para empregos e investimentos.

Canada

Os eventos serão realizados em 64 cidades canadenses. Isto acontecerá 4 dias após as eleições federais. Há expectativas para um grande evento em Toronto.

África do Sul

Ao longo da semana, serão realizados protestos em 12 cidades do país, exigindo que o Departamento de Recursos Minerais apoie uma transição justa para a energia limpa na África do Sul.

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