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Início COVID-19

9 entre 10 brasileiros acreditam na vacina e querem imunização contra Covid

Estudo aponta quais serão as principais mudanças nos hábitos de lazer, trabalho, consumo e rotina pós-pandemia.

vacina covid
Foto: Hakan Nural | Unsplash
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Com a aprovação das primeiras vacinas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a Hibou – empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo -, realizou uma pesquisa nacional que engloba o nível de interesse dos brasileiros em tomar a vacina, marcas mais confiáveis disponíveis e quais serão os novos hábitos da população com o fim da pandemia, após a vacinação.

“Ficou claro para nós que o brasileiro acredita na vacina e quer tomá-la o quanto antes para retomar 100% das atividades diante do que será o novo normal, ou seja, a nova realidade dos hábitos pós pandemia. Os números são claros e 87,4% da população pretende tomar a vacina. O que representa 9 entre 10 brasileiros. Apenas 12,6% têm opinião contrária e dispensam os imunizantes”, diz Ligia Mello, sócia da Hibou e responsável pela pesquisa.

A pesquisa aponta, ainda, que mais da metade dos brasileiros, 54,3% acredita que já estarão vacinados até o último trimestre de 2021. Pontualmente, por trimestre, 13% acredita que estará vacinado até março, 20,4% entre abril e junho, 21,9% entre julho e setembro e 17,5% entre outubro e dezembro. Apenas 14,6% acreditam que serão vacinados apenas em 2022.

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Outra discussão atualmente é sobre a confiabilidade das vacinas aprovadas pela ANVISA e disponíveis no mercado para consumo. Considerando apenas os brasileiros que estão interessados em tomar a vacina, a CoronaVac/Sinovac (71,4%), a Pfizer (64%) e AstraZeneca (59%), são as três vacinas que lideram o nível de aceitação, seguidas de Johnson & Johnson (37,8%), Moderna (34,4%), Sputnik V (26,2%) e Sinopharm (22,1%). Até o momento, as únicas vacinas aprovadas pela ANVISA para uso emergencial no Brasil são as da AstraZeneca e as da Sinovac (CoronaVac).

Trazendo o recorte agora para os 12,6% que disseram que não tomarão a vacina, destes, 54,4% não tomará, pois não confia na vacina disponível; 21,3% não acredita em imunização contra COVID-19; para 8,5% a substância não é recomendada para o quadro de saúde pessoal; 5,2% já contraiu o vírus; 4,9% não toma nenhum tipo de vacina; 3,2% afirma já se garantir com outros remédios e apenas 2,3% não acredita na pandemia.

Vida após vacinação

A pesquisa prevê que os hábitos de diversão, trabalho, consumo e rotina devem mudar com a vacinação e o fim da pandemia. 33,7% da população pretende virar a noite na balada com menos frequência do que faziam antes do Covid-19, assim como o barzinho com amigos, que deve diminuir o interesse para 27,4%. Por outro lado, os passeios em parques e praças públicas devem estar mais presentes na vida de 41,6% dos entrevistados. O interesse por viagens de avião está maior 32,7%, a viagem a passeio também, com 43,2%, e o almoço em família se tornará 33,9% mais frequente. A visita ao cinema e teatro é interesse para 33,1%, assim como shows e eventos para outros 30%.

“Com o final da pandemia, outro dado muito importante para o varejo em geral, é o que envolve as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros. Percebemos que três dessas atividades muito comuns no dia a dia se destacaram e devem ser realizadas com menos frequência, são elas: ir ao cabelereiro (17,1%), experimentar roupa em loja (28,7%) e passear no shopping (27,4%)”, completa Mello.

A atividade profissional também sofreu grandes mudanças com a chegada da quarentena, principalmente em relação ao seu formato. Pensando nisso, os entrevistados consideram que, após o período de isolamento, atividades como Happy Hour (27,5%), levar marmita de casa (39,2%) e reuniões por computador (26,2%) se tornarão mais frequentes. Já o almoço na rua durante a semana deve se tornar menos frequente para 30,5%.

Outras atividades do dia a dia devem ter uma presença ainda maior na rotina com o fim da quarentena, como cozinhar em casa (36,8%), pedir delivery (27,3%) e andar mais a pé pela cidade (35,3%). Por outro lado, devem ser menos frequentes as rotinas de pegar trem ou metrô (19,6%) e ter os filhos indo à escola fisicamente (15,8%). A utilização da tecnologia também terá mudanças, 26,9% farão maior uso de aplicativos de bancos e 16,4% jogará mais no celular. Diferentemente do início da pandemia, 30,2% pretende assistir menos lives, 16,4% dará menos importância às maratonas de séries de TV e 21,7% pretende utilizar menos as redes sociais.

Mais de dois mil e quinhentos brasileiros foram ouvidos pela empresa de maneira digital, com faixa etária acima de 20 anos, das classes ABCD, sendo 52% casados e 55% mulheres, entre os dias 29 de janeiro e 02 de fevereiro. A pesquisa mostra 95% de significância e margem de erro de 1,9%.

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