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Pontos de ônibus ganham vegetação para atrair abelhas na Inglaterra

Ao espalhar flores silvestres e plantas, cidade de Leicester cria microambientes de polinização.

cidade abelhas
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Muitas espécies de abelhas estão desaparecendo em todo o mundo e o uso indiscriminado de agrotóxicos está no topo da lista de razões que explicam essa tragédia. Se é preciso mudar a forma de se produzir no campo, também é verdade que as áreas urbanas podem contribuir para criar espaços mais amigáveis a este inseto que é tão importante para a produção de alimentos. Uma iniciativa interessante neste sentido será testada em Leicester, na Inglaterra, que está espalhando coberturas verdes em seus pontos de ônibus.

O projeto, batizado de “Bee Bus Stops”, consiste em instalar uma mistura de flores silvestres e plantas do gênero sedum, uma das favoritas entre os insetos polinizadores. A princípio, 30 paradas de ônibus ganharão o teto verde. 

Além de abelhas, outros polinizadores serão beneficiados com a iniciativa na cidade. Os insetos prestam um serviço ecossistêmico essencial para a biodiversidade. As mariposas são vitais para a polinização noturna, por exemplo, apesar de suas funções serem pouco conhecidas e reconhecidas. 

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Absorver água da chuva, ajudar a reduzir o efeito da ilha de calor urbana, capturar partículas poluentes do ar são outros benefícios apontados pela empresa Clear Channel UK, responsável por executar o projeto. Além é claro de embelezar a cidade tornando-a mais verde e colorida. 

Iniciativa semelhante foi implementada na cidade holandesa Utrecht

Cidade neutra em carbono 

De acordo com a prefeitura de Leicester, a iniciativa faz parte de um programa maior para substituir e renovar os 479 pontos de ônibus da cidade inglesa até 2022. O contrato de 10 anos com a Clear Channel prevê a inserção de variadas soluções ecológicas em tais paradas. Estão previstos, por exemplo, equipar alguns pontos com painéis solares e criar uma estação de ônibus carbono neutro.

“Sabemos que a verdadeira mudança ocorre quando começamos a implementar esses tipos de inovação em escala”, diz Will Ramage, diretor administrativo da Clear Channel, que se comprometeu a reciclar ou reaproveitar todo o material dos abrigos a serem renovados. 

Em troca, a companhia poderá implantar telas de publicidade digital nos pontos de ônibus, substituindo os posters de papel.

Leicester também possui o programa “Bee Roads”. São cerca de cinco quilômetros de beira de estrada e rotatórias em toda a cidade onde foram plantadas flores silvestres. A ideia é fornecer “paradas de alimentos” para os polinizadores, que após se abastecerem podem seguir para parques maiores e reservas naturais.

A cidade, cuja população estimada é de 330 mil habitantes, tem a ambição de se tornar neutra em carbono, biodiversa e adaptada ao clima até 2030. Sobre as “Bee Bus Stops”, a gestão afirma, em nota, que esta “é apenas uma das muitas medidas tomadas para ajudar Leicester a responder à emergência climática, reduzindo as emissões de carbono da cidade e melhorando a biodiversidade”.

“Já recebemos alguns comentários fantásticos de pessoas que estão tão animadas quanto nós para ver esta reforma amigável às abelhas e borboletas tomando forma”, afirma Adam Clarke, vice-prefeito da cidade.

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