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O bambu é considerado um material essencial para a sustentabilidade na construção civil. Os motivos que o tornam tão importantes vão desde a sua resistência e baixos preços, até a sua importante contribuição ambiental, por sequestrar altas taxas de carbono.

A sua utilização se dá em diversas áreas da construção, podendo substituir de forma eficiente e durável outros materiais usados em ambientes externos e internos. O bambu, atuando com utilidade similar a de madeiras, pode substituir espécies como eucalipto ou pinus, que impactam de forma negativa o meio ambiente, quando utilizados em larga escala.

O uso do bambu para esses fins, mesmo que seja considerado sustentável, ainda é pouco aplicado no Brasil, onde ocorrem poucos investimentos. Segundo o agrônomo e sócio-diretor da empresa Bambu Carbono Zero, Danilo Candia, a explicação para a isso é a falta de conhecimento sobre os benefícios desta cultura. Para ele, é incontestável que o uso do bambu é economicamente viável, contribui para as questões ambientais e até mesmo sociais e isso é nítido a partir do momento que a pessoa começa a conhecer suas aplicações. “Somente na China, o bambu gera rendimento de 7 bilhões de dólares”, explica Candia.

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Para que o bambu realmente seja sustentável é necessário respeitar alguns cuidados específicos, desde o momento em que é feito o plantio, até a sua utilização final. O tratamento do bambu é o estágio que merece maior atenção, pois quando é utilizado em larga escala, necessita de elementos químicos que aumentam a sua durabilidade.

O bambu pode ser usado, para fins comerciais, a partir do sétimo ano após o plantio. Nos anos seguintes ele pode ser colhido anualmente, por período indeterminado. Esse é outro motivo que o coloca à frente do eucalipto, material com o qual é normalmente comparado e que leva 15 anos até que possa ser utilizado na construção civil.

Essa constância com que o bambu pode ser colhido é um dos fatores que o tornam um importante agente socioeconômico. Pois, permite que os trabalhadores do campo tenham a garantia de trabalho por praticamente toda a vida.

Entre todos os pontos positivos do uso do bambu, também existem medidas que exigem atenção e cuidado. Algumas espécies, principalmente asiáticas, podem se expandir de forma a prejudicar a vegetação nativa. Portanto, quando o plantio é iniciado uma análise do local deve ser feita para que a espécie mais adequada seja utilizada.

Dessa forma, o agrônomo Danilo Candia acredita que seja apenas questão de tempo para que o bambu ganhe mais espaço no Brasil, como tem em outros países, inclusive da América Latina.

Acompanhe a entrevista completa com Danilo Candia  no vídeo abaixo.

 

Por Thaís Teisen –  Redação CicloVivo

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