Que os cuidados às crianças pesam mais nos ombros das mães não é novidade alguma. Mas, imagine um lugar onde o tempo despendido com os filhos é maior entre os pais. Isso realmente existe e está, adivinhem, no norte da Europa.

A mídia finlandesa está inclusive lançando uma campanha para encorajar os pais a tirarem a licença paternidade. No Brasil, isso também é possível, mas vale apenas por cinco dias consecutivos a partir do nascimento do bebê. Além de não ser incentivado.

Na campanha, a ministra dos Assuntos Familiares e Serviços Sociais da Finlândia, Annika Saarikko, afirma que o vínculo vitalício é criado nos momentos cotidianos e reforça que a licença é apenas um breve momento dentro de uma carreira de trabalho de décadas. E os esforços da Finlândia já se mostram eficazes. O número de pais que optaram pela licença paga dobrou entre 2006 e 2013 e agora está em 80%.

Campanhas deste tipo, apesar de surpreender, no país não são exatamente uma novidade. A Finlândia acaba de ser classificada como o terceiro país com maior igualdade de gênero dos 144 países analisados no Global Gender Gap Report 2017.

Um relatório de 2016 mostra que os pais finlandeses passam, em média, oito minutos a mais por dia do que as mães com as crianças em idade escolar. Oito minutos podem não parecer muito. Apesar do tempo não ter uma grande diferença isso mostra exatamente um ideal buscado: já que ambos trabalham em tempo integral, os deveres devem ser compartilhados.

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O dado triste, que também pode ser visto no gráfico, é que de qualquer maneira os filhos em idade escolar passam pouco tempo com os pais, uma vez que eles precisam se dedicar integralmente ao trabalho. Neste caso, esta realidade é compartilhada com boa parte dos pais, mesmo em países não desenvolvidos.

Redação CicloVivo