Sempre vemos em pauta o questionamento de alguma arte de rua apagada por intervenção humana. Por outro lado, não há nada mais efêmero do que uma obra exposta ao ar livre. E há quem não se incomode e até veja beleza exatamente nesse fator. Este é caso do artista James Brunt, com sede em Yorkshire (ou Condado de York) na Inglaterra, que cria instalações impressionantes usando os materiais que encontra na natureza.

Rochas, folhas e varas são alguns dos materiais de trabalho. Usando tais itens, ele cria belas imagens espirais e formas de mandalas. Ao longo dos anos, segundo o próprio artista, ele desenvolveu um “código de prática”. Ou seja, alguns princípios que ele deve seguir para intervir minimamente no ambiente do entorno.

Entram nesta consciência que ele desenvolveu ao longo dos anos, o fato por exemplo de não tirar pedras do seu “habitat”, usar aquilo que a natureza já se desfez de certa forma e colocar as instalações em caminhos abertos -, ao invés de entrar em reservas naturais e pouco exploradas.

Efêmero

Há alguns anos, o CicloVivo falou de um artista norte-americano que usava a areia da praia como tela para suas obras de arte. Não havia trabalho tão bonito e tão efêmero quanto o dele, lembre aqui.