Solidão pode ser tão perigoso pra saúde quanto a obesidade. Esta é a conclusão apresentada pelo estudo “Solidão e isolamento social como riscos e fatores de mortalidade”, criado por pesquisadores da Brigham Young University.

De acordo com os especialistas, os problemas psicológicos, por não serem tão visíveis, acabam tendo menos espaços nas discussões sobre saúde. Isso não os torna menos perigosos. “Precisamos começar a levar nossas relações sociais mais a sério”, informou Julianne Holt-Lunstad, principal autora do estudo.

O trabalho, que considerou pesquisas realizadas com três milhões de pessoas, também mostra que a solidão e o isolamento social podem ser muito diferentes. Alguém pode ser cercado por muitas pessoas, mas, ainda assim, estar sozinho, este é um caso de solidão. Mas, também existem aqueles que se isolam porque preferem ficar sozinhos, considerado um ato de isolamento social. No entanto, o efeito que ambos exercem em relação à longevidade é o mesmo.

Os pesquisadores explicam que as situações de solidão tornam as pessoas mais propícias a desenvolverem hábitos pouco saudáveis, como: tabagismo, inatividade física e insônia. Elas também podem estar associadas a problemas graves de saúde, como pressão alta, problemas cardiovasculares, baixa imunidade, entre outros.

Por mais que as pessoas idosas sejam mais propensas a passar longos períodos sozinhos, os jovens também são muito afetados pela solidão e pelo isolamento social, fatores que têm ocasionado a morte prematura de pessoas com menos de 65 anos.

O estilo de vida atual é uma das grandes causas para um cenário repleto de pessoas solitárias. “Nós temos o índice mais alto já registrado de pessoas vivendo sozinhas em todo o século. Com a solidão em ascensão, estamos prevendo uma possível epidemia de solidão no futuro”, esclareceu Tim Smith, co autor do estudo, em declaração ao site TreeHugger.

Redação CicloVivo

 

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.