Como acabar com a fome no mundo? Essa é uma pergunta ainda sem resposta que move diversas ideias e projetos. Para a ONU, entretanto, apesar de não ser simples de ser colocada em prática, a solução já é conhecida: o único caminho possível é investir na agricultura orgânica em pequena escala. Ao contrário do que se tem apostado nas últimas décadas para combater este mal.

Os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) foram criados com a promessa de ampliar o acesso aos alimentos a toda a população. Além de não ter alcançado esse feito, há muitos questionamentos sobre as consequências de tais organismos na saúde humana.

Mais de 60 especialistas compõem o relatório da ONU, que aponta para a retomada de sistemas de alimentação onde se valoriza os pequenos agricultores locais e pela redução do uso de fertilizantes. O documento ainda faz duras críticas aos pactos comerciais globais que apenas fortalecem as multinacionais incapazes de repensar suas formas de produção.

Intitulado “Acordar antes que seja tarde”, a publicação detalha os motivos pelo qual este tema é tão urgente em suas mais de 300 páginas. “Ao escolher entre diferentes modelos de desenvolvimento agrícola podemos ter impactos diferentes e beneficiar diferentes grupos”, conclui o relatório. Apesar de ter sido publicado há quatro anos o tema ainda é tão atual e mais urgente do que nunca. Inclusive, mais recentemente a ONU voltou a denunciar o mito de que os pesticidas sejam “um mal necessário”, confira a matéria aqui.

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Washington, EUA, mostrou que a agricultura orgânica pode ser usada para alimentar de maneira eficiente toda a população mundial. (saiba mais aqui)

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.