O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou um Plano de Conservação Nacional (PAN) com 41 espécies ameaçadas dos biomas do Cerrado e Pantanal. O PAN para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal (Cerpan) foi publicado no Diário Oficial da União. Ele tem como objetivo geral reduzir o risco de extinção das espécies alvo de peixes, anfíbios, répteis e primatas.

O plano busca influenciar políticas públicas, em diferentes esferas do governo, visando incorporar medidas de proteção. Um outro ponto previsto pelo plano é a integração das espécies ameaçadas ao seu hábitat em um prazo de cinco anos.

A medida também prevê a diminuição da caça das espécies no mesmo período. A redução da degradação do hábitat e a restauração da fauna também estão dentre os objetivos previstos. Além da produção de relatórios informativos periódicos que possam ajudar na preservação das espécies. O Cerpan tem abrangência nos biomas Cerrado e Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia.

Na lista está o macaco Sapajus cay (na foto acima), que não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também na Argentina, Bolívia e Paraguai. As principais ameaças identificadas para a espécie foram incêndio, assentamentos rurais, agricultura, pecuária, expansão urbana, vulnerabilidade a epidemias, desmatamento, aumento da matriz energética e rodoviária, desconexão e redução de hábitat, poluição de ambientes, caça e apanha. Suspeita-se que seu declínio populacional seja maior que 30% nas últimas gerações.