Chegou a hora da ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, se manifestar em relação ao projeto de mudança no Código Florestal. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, ela opinou sobre as sugestões do deputado Aldo Rebelo, explicou qual é a situação atual da legislação ambiental brasileira e disse que realmente são necessárias mudanças, mas que elas devem ser muito bem planejadas e efetuadas.

O principal motivo pelo qual a ministra justifica a necessidade de mudanças na legislação está no fato de o Código Florestal ter sido criado em 1965 e desde então aconteceram muitas mudanças no país. Porém, ela lamenta o fato de não ter recebido a proposta de Rebelo antes de ser divulgada. Izabella Teixeira garantiu que antes de o ministério tomar qualquer decisão, serão analisados todos os lados, tanto dos ruralistas, quanto ambientalistas.

A ministra aproveitou para dizer se seguirmos a proposta do deputado, o país poderá sofrer consequências em médio prazo, e que a legislação não pode ser estabelecida pensando somente no dia de hoje ou no passado, mas deve ser medida a repercussão dela no futuro.

O ponto mais argumentado por Izabella Teixeira foi o fato de criar uma maneira que torne a produção sustentável. Existem muitas pessoas produzindo e ganhando dinheiro trabalhando dessa forma, por isso, o ideal é fazer com que os produtores ilegais trabalhem dentro dos padrões ambientais. Assim, nenhum dos “dois lados” sai prejudicado. As áreas de preservação ao redor dos rios foram bastante valorizadas, fator que é combatido na proposta de Aldo Rebelo.

A ministra finalizou suas declarações, garantindo que é possível ter uma votação coerente sobre a proposta de mudança no Código Florestal se forem abordados os pontos positivos e os problemas, bem como as soluções ideais para que exista uma lei ambiental capaz de ser cumprida. “Mas não é no grito que você faz acordos dentro do Congresso”.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.