A ministra da ecologia da França, Ségolène Royal, fez um pedido público para que a população mundial para de comer alimentos feitos à base de óleo de palma. Em entrevista a um canal de televisão no início da semana, a autoridade incentivou o público a parar de comer Nutella com o intuito de diminuir o desmatamento.

“Nós temos que replantar muitas árvores por causa do desmatamento maciço, que leva ao aquecimento global. Nós devemos parar de comer Nutella, por exemplo, porque ela é feita com óleo de palma”, foi a declaração da ministra ao Canal+, da televisão francesa.

A preocupação com o desmatamento decorrente da extração do óleo de palma não é recente e nem exclusividade dos franceses. O Greenpeace costuma realizar campanhas específicas para criticar marcas que usam esta matéria-prima em seus produtos. Na área dos chocolates, a Nestlé já foi um dos alvos, com as condenações voltadas à produção do Kit Kat, um de seus maiores sucessos mundiais.

O motivo de tanta cobrança não se deve apenas ao uso do óleo de palma, mas, sim ao formato de sua produção.  O mais comum é o material ser retirado e florestas tropicais, prejudicando a biodiversidade e causando riscos a espécies raras. Na Indonésia, uma das principais fontes deste óleo, elefantes, tigres e orangotangos estão entre os animais afetados pelo desmatamento decorrente da atividade.

Em comunicado oficial divulgado no dia seguinte às declarações de Ségolène, a Ferrero se defendeu, dizendo que está consciente dos desafios ambientais e que já assumiu o compromisso de comprar óleo de palma de fontes responsáveis.

Mudanças climáticas também afetam a produção de Nutella

Não é apenas o futuro do planeta que preocupa. Em agosto de 2014 a Ferrero já teve sua produção ameaçada por causas ambientais. Mudanças nos períodos de chuva e geadas, causadas pelas mudanças climáticas, afetaram a colheita de avelã na Turquia, um dos países que mais produzem avelã no mundo. Clique aqui e relembre o caso.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.