Mais uma nação anuncia que vai proibir o uso de animais selvagens como entretenimento em circos. Desta vez, a Inglaterra é quem assume o compromisso. A previsão é que todos os circos sejam livres deste tipo de sofrimento animal até 2020.

Palhaços, acrobacias e muitos risos. Não precisa de muito para se fazer a magia do circo acontecer. Infelizmente, o show que alegra crianças e adultos é por vezes um show de horror. Mas, a Inglaterra agora se une a outros países que eliminaram a prática, como Itália, Grécia, Peru, Irlanda e Escócia. Os dois países que também integram o Reino Unido (Irlanda e Escócia) tornou ilegal a exposição de animais selvagens para entretenimento humano em 2017.

A demanda é também do próprio público. Segundo o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA) do país, as pessoas preferem assistir espetáculos que não usam animais selvagens.

“Tendo feito campanha para dar um basta no sofrimento do circo em todo o mundo há mais de 20 anos, estamos muito satisfeitos por uma iminente proibição”, disse Jan Creamer, presidente da Animal Defenders International (ADI), em um comunicado à imprensa. “Não se pode satisfazer as necessidades dos animais em pequenas acomodações móveis e a ADI tem repetidamente documentado sofrimento e abuso”, ressaltou.

Tendência global

Em 2016, o site de viagens TripAdvisor anunciou o fim de venda de ingressos para atrações cruéis com animais. A iniciativa representou um avanço significativo para acabar com passeios de elefante, selfies com tigres, nado com golfinhos e outras atrações turísticas cruéis com animais.

Para exemplificar, um caso recorrente e cruel acontece com os filhotes de elefante. Eles são retirados de suas mães quando ainda muito jovens, apanham e passam por sofrimento e abuso psicológico durante o treinamento. Desta forma, se tornam submissos o suficiente para permanecerem o resto de suas vidas acorrentados e realizando passeios com turistas.