O resultado de um estudo sobre a ameaça da acidificação dos oceanos à sobrevivência dos Recifes de Corais pelo mundo, publicado pela conceituada Revista Science no mês de fevereiro, aponta que o problema é ainda mais grave do que já havia sido constatado a cerca de dois anos atrás, por pesquisadores americanos. Além do clareamento provocado pela acidificação, os Corais estão se dissolvendo de forma acelerada e, até o fim do século, se nada for feito para conter essa ação, este bioma estará seriamente ameaçado de extinção.

“O estudo demonstrou que a acidificação faz com que o carbonato de cálcio disponível na água, material constituinte dos corais e também de outros animais marinhos, afeta gravemente o seu poder de regeneração. Ou seja, o aumento da acidificação faz com que o poder de recuperação dos Corais fique ainda mais comprometido, acelerando seu ritmo de esfarelamento e, a longo prazo, do seu desaparecimento por completo”, alerta o Biólogo João Alberto Paschoa dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região.

A acidificação dos oceanos ocorre, principalmente, por conta das mudanças climáticas e alterações causadas por atividades humanas. E a destruição dos Recifes de Corais impactará também outros biomas marinhos. “São habitats importantes para peixes e outros recursos pesqueiros como lagosta, caranguejo, ostra, dando suporte e abrigo às espécies ameaçadas de extinção como a tartaruga marinha e o peixe-boi marinho. Ou seja, o impacto ao meio ambiente será de proporções ainda maiores, praticamente incalculáveis”, reforça o especialista.

Corais no Brasil

No Brasil, por quase 3 mil quilômetros, Recifes de Corais se concentram especialmente entre a costa do Estado do Maranhão e o Sul da Bahia. “São os únicos presentes no Atlântico Sul”, diz o Biólogo do CRBio-01. E pelo apelo de sua beleza natural, eles são alvos constantes da exploração do turismo e de mergulhadores. Mas, para protegê-los, há quase 15 anos foi criada pelo governo, entidades não governamentais e até estrangeiras, a Campanha Conduta Consciente em Ambientes Recifais.

Veja também: 6 questões ambientais para ficar de olho em 2018

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.