O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aplicará R$ 11 milhões em três projetos de reflorestamento no Paraná, em São Paulo e na Bahia. O investimento faz parte do programa Iniciativa BNDES Mata Atlântica.

A informação foi divulgada na última segunda-feira (26). De acordo com o banco, o montante será destinado à recuperação de 785 hectares do bioma. Somando estes últimos, já são 11 projetos aprovados pelo banco através do programa BNDES Mata Atlântica com recursos não reembolsáveis.

O projeto Iniciativa Verde terá R$ 7,8 milhões para recuperar matas ciliares em cinco frentes de atuação entre o Paraná e São Paulo. Com R$ 1,5 milhão, uma associação local do Parque Estadual da Serra do Mar, em São Paulo, reflorestará 160 hectares na zona de amortecimento da reserva.

Para o Instituto Floresta Viva o BNDES destinará R$ 1,7 milhão. O investimento deve ser canalizado para a recuperação florestal e o manejo sustentável de mudas em uma área do Parque Estadual da Serra do Conduru, na Bahia, de rica biodiversidade.

Além dos projetos de reflorestamentos, mais três planos ambientais receberão apoio não reembolsável. O investimento total será de R$ 26,2 milhões que beneficiarão o projeto Assentamentos Sustentáveis na Amazônia, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), e os projetos Anapu Rumo ao Selo Verde, da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo de Anapu, e o projeto Jacundá, Município de Economia Verde, da prefeitura de Jacundá, ambas no Pará.

A escolha das cidades está ligada a influência que tais locais têm na execução de grandes obras, como a usina hidrelétrica de Belo Monte. Nas cidades paraenses os recursos serão úteis para estruturar instrumentos institucionais de preservação do meio ambiente e fomento à economia verde.

Já o projeto do Ipam contará com a contribuição de R$ 24,9 milhões. Este será o primeiro projeto em assentamentos do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) que terá o apoio financeiro do BNDES. Tal programa busca desenvolver a produção sustentável em pequenas propriedades rurais. Estima-se que sejam atendidas 2,8 mil famílias.

O Fundo Amazônia já soma 23 projetos em carteira, no valor de R$ 261 milhões. Os recursos são doados pelo governo da Noruega, pelo banco de desenvolvimento da Alemanha (KfW) e pela estatal brasileira Petrobras. Com informações do G1.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.