Por Bloomberg New Energy Finance

Desenvolvedores colocaram em operação pouco menos de 47GW em turbinas eólicas onshore (em terra) em 2017. Destas, quatro fabricantes representam 53% das máquinas implantadas. São elas: a dinamarquesa Vestas, a espanhola Siemens Gamesa, a chinesa Goldwind e a norte-americana General Electric.

Números oficiais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) mostram que a Vestas manteve o primeiro lugar, com 7,7GW de turbinas onshore em operação. O total é equivalente a uma participação de mercado global de 16%. As estatísticas se baseiam no banco de dados global da BNEF sobre projetos eólicos de escala de serviços públicos e ampla informação da indústria.

A Siemens Gamesa, formada em 2016 pela fusão de duas companhias, ficou em segundo lugar com 6.8GW em operação. Sua participação de mercado aumentou em relação aos 11% que suas duas empresas antecessoras detinham em 2016, para 15% no ano passado. A Goldwind registrou 5,4GW em operação e a GE 4.9GW, equivalentes a uma participação de mercado de 11% e 10%, respectivamente.

“Em 2017, a distância entre a GE, no quarto lugar, e o fabricante da quinta colocação, a alemã Enercon, aumentou, com 3.1GW. Seis outros fabricantes de turbinas da Europa e da China tiveram entre 1GW e 3GW operacionalizados no ano passado” afirmou Tom Harries, analista sênior de energia eólica da BNEF.

“Em instalações eólicas offshore, a história foi bem diferente, com a Siemens Gamesa continuando a ser, de longe, a maior fornecedora global, com 2.7GW em operação, e outros participantes como a Sewind da China, a MHI Vestas e a Senvion da Alemanha, com cerca de meio gigawatt cada uma”, acrescentou Harries, que é o principal autor do relatório Global Wind Turbine Market Shares.

Participação por país

Existem algumas diferenças entre as grandes fabricantes em termos de sua presença regional. Mais de 90% das turbinas fabricadas da Goldwind, por exemplo, foram para projetos na China em 2017, enquanto quase todas da Enercon foram instaladas na Europa. A General Electric foi muito mais forte nas Américas do que em outros lugares, enquanto a Vestas e a Siemens Gamesa registraram um aumento significativo da operação de seus dispositivos onshore nas três regiões – Europa, Oriente Médio e África, Américas e Ásia-Oceania.

A capacidade das turbinas eólicas onshore colocadas em operação em 2017 foi 12% menor em relação ao total de 53,1GW de 2016. A Bloomberg New Energy Finance credita isso a uma desaceleração na China e prevê uma recuperação para 55GW em 2018. Isso deve acontecer à medida que o mercado chinês retorna ao crescimento e a América Latina continua sua expansão.

Para Albert Cheung, diretor de análise da BNEF, houve uma onda de fusões na indústria de fabricação de turbinas eólicas nos últimos anos. “Com um grande número de pequenos participantes fora do Big Four (Quatros Grandes), não seria nenhuma surpresa ver uma maior consolidação”, acredita ele.