Emmanuel Macron lançou a conferência de fundação da Aliança Solar Internacional (ISA) no último domingo (11). A iniciativa do presidente da França é realizada ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O objetivo é conseguir avanços concretos no desenvolvimento desse tipo de energia entre os países-membros, segundo a Agência EFE.

A ISA, que tem o apoio do Banco Mundial, procurará mobilizar até US$ 1 trilhão até 2030 para projetos solares. Para isso, Macron afirma que é necessário o apoio da iniciativa privada.

O presidente fez um discurso para as delegações de 47 países que farão parte da organização e para 23 chefes de Estado presentes no evento de abertura em Nova Délhi. O objetivo da aliança é que as nações desenvolvidas transfiram tecnologia e financiem o desenvolvimento da energia solar em regiões mais pobres do mundo.

“Junto ao primeiro-ministro Modi, gostaria que todos os que tomem a palavra hoje façam anúncios concretos sobre como vão desenvolver a energia solar em seus próprios países. Estamos obcecados com resultados concretos”, enfatizou Macron.

Compromisso

No discurso, o presidente francês se comprometeu a destinar 600 milhões de euros para projetos. Isso será feito por intermédio da Agência Francesa de Desenvolvimento, o que eleva a quantia reservada para a cooperação no órgão para 1 bilhão de euros até 2022.

Modi destacou a importância de tornar a tecnologia disponível para os países mais pobres. Também afirmou que é necessário fornecer financiamento para essas nações em condições favoráveis.

O objetivo da aliança é reunir os 121 países situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Tais regiões têm mais de 300 dias de luz solar ao ano. Até agora, 61 países já se uniram ao bloco e 32 ratificaram o acordo, informou o primeiro-ministro da Índia. O pedido de entrada do Brasil foi encaminhado e aguarda a apreciação.

A ISA foi promovida pela Índia e apoiada pela França em novembro de 2015, dentro das discussões da Cúpula do Clima de Paris (COP21), e, posteriormente, formalizada em Nova Delhi, em novembro de 2016.

Por Agência Brasil