Por Proteste

Na semana passada, os moradores de alguns municípios do interior de São Paulo e do estado do Rio de Janeiro, foram surpreendidos com reajustes nas tarifas de energia residencial, que podem chegar a mais de 20%, dependendo da cidade.

Os aumentos foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Eles abrangem os consumidores atendidos pela Light, Enel Rio (antiga Ampla) e pelas cinco distribuidoras do grupo CPFL Energia que atuam no interior de São Paulo.

A Light tem 3,9 milhões de unidades consumidoras, localizadas na capital e em 31 municípios do Rio de Janeiro. A Enel atende 3,1 milhões de unidades consumidoras (distribuídas em 66 municípios fluminenses). Já as concessionárias da CPFL fornecem energia a cerca de 444 mil unidades.

Média dos aumentos

Na Enel Rio, o reajuste já entrou em vigor. O aumento médio para os consumidores residenciais será de 21,44% e para os consumidores cativos (que utilizam a rede das distribuidoras de alta e baixa tensão), o aumento médio será de 21,04%.

As tarifas dos consumidores residenciais da Light sofrerão aumento de 9,35%. Já os consumidores cativos de baixa e média tensão terão reajuste médio de 10,36%. Em São Paulo, os reajustes passam a valer a partir desta quinta-feira (22). A maior elevação será na CPFL Jaguari, com elevação média de 21,15%.

Segundo a Aneel, o cálculo do reajuste considera a variação de custos associados à prestação do serviço, ou seja, a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.