A quantidade de pessoas afetadas pela escassez de água aumenta a cada ano. Pesquisas internacionais estimavam que 1,7 bilhões de pessoas enfrentavam esse problema pelo menos durante um mês no ano. No entanto, um estudo mais recente, feito por cientistas da Universidade de Twente, na Holanda, sugere que a falta d’água já atinge 3,1 bilhões de pessoais.

China e Índia são os países que mais sofrem com a falta de água potável. No entanto, outras nações como, Bangladesh, México, Nigéria, Paquistão, Brasil e até mesmo os Estados Unidos também estão inclusos na lista.

De acordo com o estudo, a crescente demanda mundial é muito maior do que a disponibilidade. A situação é agravada pelo aumento na irrigação de áreas agrícolas, padrões de vida mais elevados e consumismo exacerbado.

Para mudar esse cenário, os pesquisadores acreditam que seja necessário impor limites de consumo e investimentos em sistemas mais eficientes.

Brasil

No Brasil, além da seca que atinge o nordeste durante boa parte do ano, a região sudeste também tem sofrido com a estiagem e baixa nos reservatórios. Porém, mesmo com a situação extrema e a aplicação de multas, as companhias de distribuição ainda registram aumento no consumo.

A grande São Paulo, uma das áreas mais afetadas pela seca em 2015, teve, em janeiro, altos índices de consumo. De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), 23% dos clientes tiveram média acima do normal, o índice de aplicação de multas foi de 14%, o mais alto desde que a cobrança passou a ser aplicada.

Um dos principais reservatórios da região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira operou no volume morto durante 19 meses e apenas em dezembro de 2015 chegou ao volume normal. Isso, no entanto, não quer dizer que a capital paulista tenha água em abundância.

Redação CicloVivo