Por todo o mundo, políticas sustentáveis estão sendo desenvolvidas para lidar com a poluição plástica. Diversos restaurantes e redes de fast-food já anunciaram que irão parar de distribuir canudos plásticos de forma aleatória, entregando-os apenas para clientes que os solicitarem.

Ainda que seja preferível não usar canudos – ou optar pelos reutilizáveis, como os de vidro e de metal -, uma outra opção menos impactante ao meio ambiente é o canudo de papel. Porém, este produto por muito tempo era comercializado apenas por empresas chinesas, o que aumentava ainda mais o impacto socioambiental.

Recentemente, a empresa Fulpel investiu em maquinário e tecnologia para desenvolver um canudo de papel 100% nacional. O produto será o primeiro no mercado brasileiro feito de papel de madeira de reflorestamento certificado.

O canudo de papel virá em três tamanhos. O de 6 mm de diâmetro, para sucos e refrigerantes, será o primeiro a ser disponibilizado. Há também o de 8 mm, para vitaminas e sucos mais grossos, e o de 11 mm para milkshakes.

O canudo de papel nos comércios

Apesar do alto custo do produto – cerca de 13 vezes mais caro que o canudo de plástico -, o gestor comercial da empresa, Wellington de Paula, acredita que as redes de fast-food podem impulsionar este mercado, popularizando o produto e compensando os custos.

Nós do CicloVivo acreditamos que seja totalmente possível viver sem canudos, ou com canudos reutilizáveis. Porém, o canudo de papel pode ser uma opção para os consumidores que fazem questão de utilizá-los, como pessoas com dificuldades motoras, por exemplo.

Emily Santos é aluna de Jornalismo, tem paixão por animais, pela natureza e por livros. Caçula de seis irmãos, criada na Bahia, ela retornou à metrópole paulistana para cursar faculdade e descobrir novos horizontes.