O país asiático tem investido em sistemas solares para residências como estratégia para universalizar o acesso à energia elétrica. Dessa forma, Bangladesh pretende chegar a 2020 como o paí s com a energia solar mais abrangente do mundo.

Até o momento, 15 milhões de pessoas já foram beneficiadas pelo sistema residencial de energia solar. O esforço do governo consiste em usar desta alternativa para levar eletricidade às áreas rurais e locais que não estão conectados às redes de transmissão.

Conforme reportagem publicada na agência Reuters, mensalmente são entregues sistemas fotovoltaicos a uma média de 50 a 60 mil famílias bengalesas. A estatal Companhia de Infraestrutura e Desenvolvimento Ltda. (IDCol) é a responsável pelo projeto e conta com o apoio de outras 47 empresas parceiras.


Foto: ILO/FLickr

Desde 2003, quando o programa governamental teve início, 3,5 milhões de sistemas foram instalados. O país já tem 10% de toda a sua população sendo alimentada por energia solar. Além das mudanças sociais, a estruturação tem gerado benefícios ambientais.

Os primeiros painéis fotovoltaicos chegaram ao país em 1996. Desde então, a energia solar colaborou para que a nação deixasse de usar 200 mil toneladas de querosene ao ano. Mas, isso só foi possível graças aos incentivos governamentais, que reduziram os custos dos equipamentos. Atualmente, um painel de cem watts custa, em média, US$ 640. O governo também oferece juros baixos para que as empresas possam importar o material a ser usados dentro do país.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.