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Universitários transformam lixo orgânico em biocombustível

Processo leva poucas horas, não gera produtos ou resíduos tóxicos.

16 de agosto de 2017 • Atualizado às 09 : 00

Foto: Divulgação

Universitários transformam lixo orgânico em biocombustível
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Lixo, restos de comida, descarte de podas de árvores, plásticos e pneu. Um reator chamado BioWatt++ transforma tudo isso em fontes de energia como carvão, biocombustível, ácidos orgânicos (empregados na produção de detergentes e fertilizantes agrícolas) e gás natural sintético, que pode ser utilizado na alimentação de caldeiras industriais, veículos e até fogão residencial. E com um diferencial em relação a concorrentes que já existem no mercado: essa transformação leva poucas horas, enquanto produtos similares precisam de 20 a 30 dias para finalizarem o processo. Outra vantagem do reator é que toda essa operação não gera produtos ou resíduos tóxicos.

O BioWatt++ é um projeto de estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica e de Bioprocessos e Biotecnologia, da Universidade Positivo (UP), em Curitiba (PR). Segundo Leonardo Vieira Pedrini, um dos estudantes responsáveis pelo projeto, o reator, que utiliza irradiação para acelerar os processos químicos, promete ter alto desempenho no meio agrícola.

“Nosso produto poderá ser usado por microempresas do agronegócio, utilizando cascas de soja, arroz, frutas podres, fezes e animais mortos para gerar o próprio carvão, biocombustível ou gás natural sintético (GNS) suficientes para tocar uma indústria de porte médio”, destaca Pedrini.

Fruto de 3 anos de estudos, o projeto, que já rendeu aos estudantes homenagem em um curso voltado para inovações tecnológicas na Università di Pisa, na Itália, foi um dos selecionados no concurso realizado pela UP para utilização do espaço de Coworking mantido pela universidade. O grupo está agora em fase de desenvolvimento do segundo modelo do reator, que deve apresentar um rendimento 36% maior que o primeiro protótipo. Com o apoio que irão receber da universidade, Pedrini e seus colegas esperam conseguir viabilizar o produto no mercado. “Se conseguirmos isso, estaremos dando um passo importante em benefício do meio ambiente, reduzindo lixo e garantindo fontes de energia limpa. Outra grande vantagem é que um reator de grande porte pode substituir um aterro sanitário”, conclui.

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