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Super-lâmina eólica tem 200 m de comprimento e gera 50 MW de energia

O projeto da lâmina foi inspirado no movimento das palmeiras e equipadas com dobradiças.

3 de fevereiro de 2016 • Atualizado às 14 : 39

A expectativa é de a tecnologia origine sistemas mais baratos e eficientes do que os já existentes. | Foto: Divulgação

Super-lâmina eólica tem 200 m de comprimento e gera 50 MW de energia
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Um grupo de pesquisadores norte-americanos desenvolveu um novo modelo de turbine eólica off-shore. Além de ter design flexível, as novas pás eólicas são as maiores já produzidas, cada uma delas tem comprimento maior do que o de dois campos de futebol juntos.

Sendo tão grande, o modelo também tem capacidade de geração superior às tradicionais. De acordo com o Sandia National Laboratories, instituição parceira no projeto, lâminas comuns, de 50 metros, produzem de um a dois megawatts de energia, enquanto a super-lâmina, com 200 metros de comprimento, chega a produzir 50 MW.

Para alcançar este patamar, os pesquisadores precisaram desenvolver uma lâmina mais leve do que as comuns e um modelo especial de turbina. Segundo Todd Griffith, líder de designer do projeto, as pás tradicionais são muito pesadas para aguentarem as fortes rajadas de vento dos oceanos. Este fator acaba encarecendo os projetos e dificultando a instalação. Esses problemas são reduzidos com o novo modelo.

O projeto da lâmina foi inspirado no movimento das palmeiras e equipadas com dobradiças. Assim, elas são capazes de se curvarem de acordo com o vento, assim como acontece com as árvores, mantendo a rigidez do segmento. Nos modelos atuais, as pás giram sempre contra o vento, o que torna a estrutura menor e muito mais pesada.

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Imagem: Divulgação

“Com velocidades de vento perigosas, as lâminas são alinhadas de acordo com a direção do vento, reduzindo o risco de danos. Em baixas velocidades, a lâmina se espalha, para produzir mais energia”, esclareceu Griffith.

A expectativa é de que os sistemas construídos com esta tecnologia sejam mais baratos e eficientes do que os já existentes.

Clique aqui para mais detalhes sobre este projeto.

Redação CicloVivo

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