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Suécia projeta pavilhão para conectar refugiados e moradores locais

A ideia é criar um ponto de encontro para os profissionais que buscam empregos.

8 de agosto de 2017 • Atualizado às 16 : 49

Foto: Van Alen Institute

Suécia projeta pavilhão para conectar refugiados e moradores locais
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No auge da crise europeia de refugiados, cerca de 10 mil refugiados e requerentes de asilo chegaram a Malmo, na Suécia. E, embora muitos fossem enviados para outros países do país, muitos outros ficaram e vários ainda lutam para encontrar trabalho na cidade. É pensando nestas pessoas que o “pavilhão pop-up” será criado.

O projeto consiste em criar um espaço onde os refugiados possam obter treinamento, se conectar com ONGs locais e, o mais importante, conhecer suecos nativos. Será uma troca de informações e talentos, que pode beneficiar milhares de pessoas.

“Chamamos isso de mercado de ideias, informações e conexão”, diz Rik Ekstrom, diretor do estúdio de design ARExA, com sede em Nova York, que colaborou com três designers para criar o projeto do pavilhão.

Durante o dia, o pavilhão hospedará oficinas, shows de arte e performances musicais, discussões e serviços de emprego e ainda servirá como ponto de encontro. Já à noite, a estrutura se transforma. A ideia é que, além de  conexões profissionais, o local permita os encontros. Afinal, morando em bairros ou albergues segregados para imigrantes (como acontece em muitas partes da Europa), eles não têm a oportunidade de trocar ideia com residentes nativos.

A programação será planejada por organizações locais, empresas e agências municipais. Mas, se dependessem dos designers, o espaço pode ser usado para apresentações no estilo TEDx, papos sobre como executar pequenas empresas na Suécia, e um jardim comunitário próximo ao parque ainda poderia ajudar os refugiados a aprenderem sobre a agricultura local -, o que também seria um ramo de trabalho.

Foto: Van Alen Institute

Foto: Van Alen Institute

“Pretende-se convidar todos os suecos, todas as pessoas de Malmo, para ver o que está acontecendo e para comer boa comida, ouvir boa música, ver boa arte, ouvir manifestações e conhecer novos vizinhos”, afirma Ekstrom ao Fast Company. Para ele, o trabalho garante emancipação aos refugiados, além do sentimento de fazerem parte da sociedade.

O pavilhão temporário funcionará no Parque Enskifteshagen de Malmo, de 22 de agosto a 2 de setembro, e é projetado para ser facilmente desmontado e reproduzido em outros lugares.

Redação CicloVivo

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