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Samarco e Vale são indiciadas por crime ambiental

Um dos indiciados é o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. O MP investiga a prefeitura de Bento Rodrigues.

14 de janeiro de 2016 • Atualizado às 08 : 49

O colapso da barragem de Fundão devastou municípios e continua causando impactos ambientais graves no Rio Doce e no oceano. | Foto: Rogério Alves/TV Senado

Samarco e Vale são indiciadas por crime ambiental
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A Polícia Federal indiciou hoje (13) a mineradora Samarco e sete executivos e técnicos da empresa por crimes ambientais decorrentes do derramamento de 32 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Doce. Um dos indiciados é o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi.

A Vale, uma das donas da empresa, e a consultoria VogBR, responsável pelo laudo que atestou a estabilidade da barragem que se rompeu, também foram indiciadas.

Em comunicado, a Vale diz que recebeu com surpresa a notícia do indiciamento e que a responsabilização da empresa “reflete um entendimento pessoal do delegado e ocorre em um momento em que as reais causas do acidente ainda não foram tecnicamente atestadas e são, portanto, desconhecidas”. A nota também diz a empresa vai demonstrar tecnicamente que as premissas da Polícia Federal “não têm efetivo nexo de causalidade com o acidente”.

A Samarco informou, por meio de nota, que não concorda com o indiciamento de profissionais da empresa pela PF. Segundo a mineradora, até o momento “não há uma conclusão pericial técnica das causas do acidente”.

Os indiciados estão sendo acusados pelo crime de poluir causando danos à saúde humana, a morte de animais e a destruição da flora, previsto no Artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, entre outras infrações. A pena para esse delito é reclusão de seis meses a cinco anos, além do pagamento de multa.

O colapso da barragem de Fundão no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), causou a morte de 17 pessoas, devastou municípios, prejudicou o abastecimento de água em dezenas de cidades e continua causando impactos ambientais graves no Rio Doce e no oceano.

A VogBR disse que a empresa vai aguardar o comunicado oficial da PF para se pronunciar.

Prefeitura também é investigada

O Ministério Público informou, na última última quarta-feira (14), que foi aberto um inquérito civil para investigar o destino das arrecadações destinadas à Prefeitura de Bento Rodrigues, para apoio às vítimas do desastre de Mariana. A especulação é de que os moradores não tenham recebido o repasse da verba de R$ 1 milhão, mesmo após dois meses desde a tragédia que destruiu cidades inteiras.

Por Mariana Diniz – Agência Brasil e Redação CicloVivo

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