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Saiba quais são os melhores estados para produzir energia solar no Brasil

No Pará, por exemplo, os investimentos em energia solar se pagam em apenas cinco anos.

24 de agosto de 2016 • Atualizado às 11 : 09

O ranking deixa bem claro que apenas boa incidência solar não é suficiente para que os sistemas de geração de energia fotovoltaicos sejam eficientes financeiramente. | Foto: iStock by Getty Images

Saiba quais são os melhores estados para produzir energia solar no Brasil
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De acordo com o Índice Comerc Solar, feito pela Comerc Energia, as capitais Belém (PA), Fortaleza (Ceará) e Rio de Janeiro (RJ) são as três melhores do Brasil quando a questão é investimento em energia solar. O documento analisou a variação nos custos do investimento e a incidência solar, com o intuito de classificar as capitais nacionais quanto ao seu potencial fotovoltaico.

A metodologia usada no desenvolvimento do índice se baseia diretamente no benefício que o consumidor pode ter diante desse tipo de investimento. Para chegar a essa conclusão, a empresa considerou os valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que varia de acordo com o estado, e cruzou os dados com as taxas de incidência solar das capitais, para calcular a média do pay back, ou seja, quanto tempo o consumidor leva para ter o retorno do montante investido.

Na liderança do ranking está Belém. A capital paraense alcançou um “índice solar” (geração x tarifa do ICMS) de 11,61, com o retorno financeiro sendo alcançado em 5,17 anos. Logo na sequência veio Fortaleza, onde o pay back é de 5,18 anos, e Rio de Janeiro, com 5,2 anos. A cidade de São Paulo obteve um dos piores índices solares, apenas 6,7, e quase nove anos para que o consumidor tenha o retorno pelo investimento.

O ranking deixa bem claro que apenas boa incidência solar não é suficiente para que os sistemas de geração de energia fotovoltaicos sejam eficientes financeiramente. Cidades que passam a maior parte do ano com o sol radiante, como São Luiz, no Maranhão, e Cuiabá, no Mato Grosso, ficaram apenas com a 18a e 19a posições.

A conclusão é de que para que o potencial solar seja bem aproveitado e atrativo aos consumidores é preciso também que haja incentivos governamentais, com redução nos impostos sobre o setor.

Veja abaixo o ranking completo.

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Redação CicloVivo

 

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