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Saiba como usar corretamente as plantas medicinais

Farmacêutica alerta que é preciso conhecer bem as plantas para usá-las com segurança.

14 de dezembro de 2015 • Atualizado às 13 : 57

É preciso conhecer bem as plantas para usá-las com segurança. | Foto: Mauro Guanandi/Flickr

Saiba como usar corretamente as plantas medicinais
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Em entrevista ao programa Falando Francamente, na Rádio Nacional da Amazônia, a farmacêutica Isanete Biesck fala sobre os cuidados que se deve ter na identificação, cultivo, coleta, preparo e uso de plantas medicinais.

De acordo com a farmacêutica, que também é professora de fitoterapia, da Unic – Universidade de Cuiabá (MT), é preciso conhecer bem as plantas para usá-las com segurança. O primeiro cuidado que se deve ter, segundo ela, é na identificação. Isto porque muitas plantas são muito parecidas e confundem quem não as conhece perfeitamente, alerta. Isanete cita como o exemplo a erva cidreira, que pode ser confundida com o capim citronela.

“Se elas são de origem duvidosa, como de ambulantes, não compre”, alerta a farmacêutica ao ressaltar a importância de adquira plantas medicinais em estabelecimentos regulamentados.

Outro perigo em usar a planta de forma errada, é não saber se há interação entre algumas delas, explica. A mistura pode trazer problemas, como a anulação dos efeitos, alergias e irritações gástricas.

Durante a entrevista, a farmacêutica explica a diferença entre plantas medicinais e fitoterápicos. A planta é a espécie cultivada. O fitoterápico é o produto obtido da planta, que tenha efeito terapêutico. Isanete lembra que é preciso buscar orientação com médicos e farmacêuticos, porque eles podem prescrever o fitoterápico, identificar corretamente as plantas, ensinar o preparo correto para cada uma, com a dosagem certa, qual parte da planta utilizar, e tudo o que é preciso para que a planta faça o efeito correto.

Segundo a farmacêutica, o SUS – Sistema Único de Saúde tem o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, mas ainda há poucos os municípios no Brasil que têm implantado o programa. Por isso, é preciso que a população cobre que o médico prescreva o fitoterápico, diz.

Para ouvir a entrevista, clique aqui.

As informações são da Agência EBC.

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