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Projeto piloto de horta urbana será implantado em comunidade no Rio

O local escolhido foi o complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio.

28 de outubro de 2015 • Atualizado às 16 : 44

A ideia é que o projeto possa se transformar em renda para os jovens e mães. | Foto: Sesc SP

Projeto piloto de horta urbana será implantado em comunidade no Rio
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As hortas urbanas parecem ganhar o reconhecimento merecido. Após diversas iniciativas espontâneas em comunidades, o complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, foi o escolhido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para implantação do primeiro projeto piloto de agricultura urbana do governo federal.

“Teremos um espaço de treinamento, de formação, para ensinar como fazer e, quem sabe, isso possa se transformar em renda para os jovens e para as mães”, disse a ministra Kátia Abreu. “Podemos produzir alimento, plantas medicinais e ornamentais, usando a criatividade. Pendurando pneu na parede, panela, plantando uma cebolinha, uma pimenta. Às vezes, uma panela velha pode fazer um belo arranjo.” Segundo a ministra, no futuro, a venda dos produtos poderá ser alavancada em espaços públicos como a Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal).

A dona de casa Teresa Rodrigues dos Santos da Silva, de 47 anos, fez várias perguntas e se mostrou entusiasmada com o projeto, sobretudo, depois de saber que poderia levar a filha de 6 anos ao curso. “Não poderia vir se não pudesse trazê-la. Isso é bom para a escola, para os alunos e para nós. Ver nossos filhos comendo a salada que nós mesmos plantamos. Gostei, pretendo participar”, disse Teresa.

O diretor de Produção e Sustentabilidade do ministério, Arno Jerke Júnior, informou que o projeto deve começar até o fim do ano e que serão comprados os equipamentos necessários e  contratados técnicos e especialistas. “Nossa proposta foi vir conversar e ouvir a comunidade. Agora vamos passar para a parte de operação. Nossa superintendência no Rio vai interagir com os atores locais, organizações não governamentais que já desenvolvem esse projeto no Rio, e vamos alinhar as estratégias.”

Jerke afirma que a escola é um ponto de partida importante, pois congrega adolescentes que precisam de capacitação, de ocupar o tempo disponível, e também os pais. “A escola é um ponto seguro para irradiar o projeto por toda a comunidade.”

A diretora adjunta do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente Theophilo de Souza Pinto, também em Nova Brasília, Maria Angélica, ofereceu uma área da escola para a implantação do projeto. “Temos muita terra lá para plantar. Achei muito interessante o projeto, tomara que vá adiante, cresça e contamine a região toda. Um projeto como esse pode trazer benefícios, pois o ideal é que o pai esteja presente na escola, acompanhando a vida do filho”, disse ela.

Agência Brasil

(1874)

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