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Programa de Agricultura Familiar facilita uso de placas solares no campo

A produção agrícola, seja ela em grande escala ou familiar, demanda grande quantidade de energia elétrica.

10 de junho de 2016 • Atualizado às 11 : 24

Durante o dia, com a incidência da luminosidade solar, a energia é gerada. Aquilo que não é consumido origina um crédito junto à concessionária. | Foto: Reprodução

Programa de Agricultura Familiar facilita uso de placas solares no campo
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A produção agrícola, seja ela em grande escala ou familiar, demanda grande quantidade de energia elétrica. Mas, é possível deixar esse consumo mais sustentável através de fontes renováveis. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), através de sua linha de crédito, tem proporcionado isso, incentivando o uso de sistemas fotovoltaicos para a geração de energia.

O primeiro sistema obtido a partir deste incentivo é da empresa Solar Energy Brasil e será instalado em Santa Maria do Oeste, cidade do interior do Paraná, que fica a 340 km da capital, Curitiba. O proprietário, José Varteni Gomes, desde 1986, cultiva milho, feijão, batata doce, mandioca e arroz, além da criação de gado, galinhas e manejo de três mil litros de leite por mês. Para o agricultor, 70% do seu gasto de energia é direcionado à produção de insumos e manejo dos animais. “A geração de energia elétrica solar vai representar um grande avanço para minha produção, já que vou conseguir gerar energia para abastecer 100% das instalações e gerar uma grande economia na conta de luz. A redução de gastos vai proporcionar uma renda maior, que pode ser revertida em investimento para ampliar a produção”, explica Gomes.

Para o processo funcionar como deve e garantir o abastecimento e a economia na conta de luz, a Solar Energy apresenta um estudo preliminar, considerando a área disponível, a incidência de luz e a média de consumo de energia pelo cliente. Com o orçamento aprovado, a empresa parte para o processo regulatório junto à concessionária local e depois para a instalação dos painéis fotovoltaicos e do inversor, que vai converter a energia gerada pelo sol para uso final.

O sistema é simples. Durante o dia, com a incidência da luminosidade solar, a energia é gerada. Aquilo que não é consumido origina um crédito junto à concessionária. Durante a noite, o usuário utiliza a energia que vem da rede, mas como tinha créditos, não paga por ela. Se produzir mais do que consumir, fica com bônus. Dá até para transferir para outras instalações e terrenos, desde que seja de uma mesma concessionária.

Na prática, o consumidor paga apenas a tarifa mínima. Um ponto importante é que a energia elétrica solar não tem nada a ver com aquecimento solar, que apenas aquece água. “Geramos energia elétrica comum, capaz de abastecer qualquer eletrodoméstico, eletroeletrônico, maquinário industrial ou, como no caso do sr. José, os equipamentos de plantio e manejo das terras. Dessa forma, não há nenhuma limitação para uso. Por isso, é tão vantajosa”, garante Hewerton Martins, sócio fundador da Solar Energy do Brasil.

 

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