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Bateria é feita com papel e movida a bactérias

A tecnologia é capaz de revolucionar o uso de bio-baterias como fonte de energia em áreas remotas.

4 de janeiro de 2017 • Atualizado às 11 : 00

Elas são práticas o suficiente para executar biossensores que monitoram os níveis de glicose no sangue de pacientes com diabetes. | Foto: Divulgação

Bateria é feita com papel e movida a bactérias
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Um grupo de pesquisadores da Universidade de Binghamton e da Universidade Estadual de Nova York desenvolveram uma bateria feita em papel e alimentada por bactérias. O modelo apresentado recentemente é uma evolução de um protótipo desenvolvido em 2015.

De acordo com os cientistas, a técnica de fabricação reduz o tempo e os custos da produção, tornando-a uma opção capaz de revolucionar o uso de bio-baterias como fonte de energia em áreas remotas, perigosas ou com recursos limitados. Além de ser ideal para o uso em equipamentos descartáveis.

“A Papertronics surgiu recentemente como uma maneira simples e de baixo custo para alimentar sensores descartáveis de diagnóstico de ponto de atendimento. Sendo autossustentado e feito em papel, dispositivos deste tipo são essenciais para fornecer tratamentos eficazes e salvar vidas em regiões com recursos limitados, explicou Seokheun Choi, líder dos estudos e diretor do Laboratório de Bioeletrônica e Microssistemas de Binghamton.

O sistema tem o papel como base. Em uma parte do papel, os cientistas colocaram uma fita de nitrato de prata, por baixo de uma fina camada de cera, criando um cátodo. Na outra parte do papel, os pesquisadores colocaram um polímero condutor, agindo como um ânodo. Uma vez dobradas adequadamente, com o acréscimo de algumas gotas de um líquido cheio de bactérias, a respiração celular dos micróbios alimenta a bateria.

Os pesquisadores explicam que o dispositivo ainda requer melhorias e que ele não serve para alimentar equipamentos com alto consumo energético. Para manter uma lâmpada de 40 watts, por exemplo, seriam necessários milhões dessas baterias. No entanto, elas são práticas o suficiente para executar biossensores que monitoram os níveis de glicose no sangue de pacientes com diabetes, equipamentos que detectam patógenos, entre outras coisas. Além do fato de que as bactérias usadas no abastecimento são tão simples que podem ser obtidas até mesmo em águas residuais.

Clique aqui para ver mais detalhes desta tecnologia.

Redação CicloVivo

 

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