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Pesquisadores de Campinas (SP) desenvolvem feijão mais resistente à seca

No processo, o volume de água até 30% menor do que o usual

13 de novembro de 2014 • Atualizado às 08 : 00

A IAC Imperador tem um ciclo de cultivo mais curto em relação a outras variedades de feijão. | Foto: Arquivo IAC

Pesquisadores de Campinas (SP) desenvolvem feijão mais resistente à seca
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Os produtores de feijão-carioca em diferentes regiões do Brasil começaram a cultivar, nas safras de 2013 e deste ano, uma variedade do feijoeiro Phaseolus vulgaris L. mais resistente à diminuição da disponibilidade de água durante o período de crescimento da planta.

Com apoio da FAPESP, o projeto foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e foi batizado de IAC Imperador.

Essa plantação é capaz de se desenvolver com volume de água até 30% menor do que o usual, afirmam os pesquisadores da instituição. “A IAC Imperador já está em todas as regiões do Brasil e hoje há 28 empresas fazendo a multiplicação dessa cultivar”, afirma Alisson Fernando Chiorato, pesquisador e coordenador do projeto.

“Os testes que realizamos com essa planta demonstraram que, além de diminuir o uso de água, o agricultor utiliza menos energia elétrica em seu sistema de irrigação”, avaliou Chiorato.

A IAC Imperador tem um ciclo de cultivo mais curto em relação a outras variedades de feijão. A plantação completa seu ciclo de crescimento em 75 dias, ante 95 dias do ciclo normal. A raiz da planta também cresce mais rápido e é mais robusta em comparação com outras.

Com essas características, a planta extrai mais água e nutrientes do solo, em maiores profundidades, permanece menos tempo no campo e sofre menos com a falta de água. “A redução do ciclo de cultivo e a raiz mais robusta conferem à planta um sistema mais agressivo para a aquisição de água e a fazem mais tolerante a situações de estresse hídrico”, explica Chiorato.

O pesquisador também garante que “a produtividade é menor do que a de uma planta que não sofreu estresse hídrico, mas mantém a qualidade do grão para ser comercializado pelo produtor”. Confira a matéria completa em Agência Fapesp

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