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Pará planeja transformar açaí em fonte de energia renovável

A região metropolitana de Belém produz um volume total diário de 1,6 a 2 toneladas de caroços de açaí.

6 de abril de 2017 • Atualizado às 17 : 52

O processamento do fruto do açaí pode se tornar fonte alternativa de energia, combustível, fertilizantes. |

Pará planeja transformar açaí em fonte de energia renovável
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A Sedeme (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia) do Pará realizou uma parceria com uma agroindústria e vendedores de açaí na última terça-feira (4) com a intenção de reaproveitar o caroço de açaí para convertê-lo em biomassa vegetal e assim gerar energia sustentável.

Estima-se que somente na Região Metropolitana de Belém existam cerca de dez mil pontos de venda de açaí, que produzem uma média diária de 200 quilos de resíduos (caroços) cada, com um volume total diário em torno de 1,6 a 2 toneladas, podendo chegar a 550 mil toneladas ao ano. De acordo com a Lei Federal dos Resíduos Sólidos, os caroços de açaí são excedentes de atividade comercial e sua coleta e destinação são de responsabilidade de seu gerador – no caso os batedores.

A ideia do projeto da Maísa Agroindústria é utilizar esse resíduo na sua totalidade. O material restante do processamento do fruto do açaí pode se tornar fonte alternativa de energia, combustível, fertilizantes, além de outros (sub) produtos e insumos, reduzindo o impacto ambiental. Em tempo, a biomassa de origem vegetal possui sustentabilidade superior às fontes de energia tradicionalmente utilizadas, o que torna o reaproveitamento dos resíduos do açaí uma alternativa economicamente viável em oposição ao descarte.

O projeto prevê a oferta de energia limpa de fonte renovável com características físico-químicas superiores ao óleo diesel, comumente usados no processo de geração das usinas térmicas.

A coleta da matéria-prima ficará por conta da Avabel (Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém e Região Metropolitana), que, além de fornecer o caroço, receberá de volta o carvão produzido para venda na loja dos próprios batedores que forneceram o carvão. Ou seja, o caroço deixa de ser apenas resíduo e vira outro produto para geração de renda.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, o projeto pode ser benéfico sob vários aspectos. “Desde a criação de empregos até a produção de energia mais limpa, passando pela preservação ambiental ao dar destinação a resíduos. No fim, é um problema que vira solução”.

As informações são do Governo do Pará.

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