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ONU indica benefícios da redução no consumo de carne

Estudo encomendado pela Organização das Nações Unidas avalia qual seria o impacto da redução do consumo de carnes, ovos e derivados do leite na saúde humana e no meio ambiente.

29 de abril de 2014 • Atualizado às 14 : 00

ONU indica benefícios da redução no consumo de carne
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Estudo encomendado pela Organização das Nações Unidas avalia qual seria o impacto da redução do consumo de carnes, ovos e derivados do leite na saúde humana e no meio ambiente. O resultado mostra que seria possível reduzir as emissões de gases de efeito estufa ligadas à alimentação em até 40% e as emissões de nitrogênio reativo em também 40%.

A pesquisa foi realizada por um grupo que conta com a participação de dez cientistas, em sua maioria holandeses, e se baseou nos hábitos de consumo de 27 países que formam a União Europeia. O estudo foi publicado na revista científica Science Direct e todos os detalhes estão disponíveis gratuitamente.

A intenção dos pesquisadores não é obrigar a população a aderir ao vegetarianismo. O objetivo é demonstrar que é possível substituir parte dos alimentos provenientes de animais por opções vegetais e ainda assim manter os nutrientes necessários em uma alimentação saudável, ao mesmo tempo em que se reduz a quantidade de gases poluentes liberadas na atmosfera.

Para a análise, os cientistas se basearam em uma redução de 25 a 50% no consumo atual de carnes, ovos e produtos lácteos na UE. Para que a redução no consumo de carne seja possível, a pesquisa indica a compensação feita pela ingestão de cereais, o que deve manter a energia da dieta. Além disso, a população deveria aumentar o consumo de frutas e verduras, que está abaixo da média na Europa.

De acordo com os pesquisadores, a ingestão de proteína, em consequência do consumo de carne, é superior ao recomendado no velho continente, chegando a ser 50% mais elevado que o necessário indicado pela Organização Mundial da Saúde. As mudanças, principalmente no consumo de carne vermelha e gordura saturada, reduz a ocorrência de doenças cardíacas, que são responsáveis por 3,8 milhões de mortes anuais, somente na UE. No entanto, o estudo explica que não é possível garantir que esses benefícios seriam suficientes para incentivar a mudança de hábitos na população.

Medidas governamentais ou econômicas por parte dos produtores e indústria poderiam incentivar os novos hábitos. O motivo para isso: a urgência na criação de soluções para reduzir o impacto ambiental e melhorar a saúde. O estudo sugere aumento no preço da carne e produtos lácteos ou a criação de impostos sobre os efeitos ambientais. Os cientistas ainda destacam o setor alimentício como área prioritária para que seja possível alcançar as metas de redução nas emissões de gases de efeito estufa na Europa.

Para ter mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.

Redação CicloVivo

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