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ONG apresenta realidade de favelas brasileiras com nomes de lugares famosos

Além de dar visibilidade para a pobreza do país, o objetivo da campanha é convidar voluntários a apoiarem a causa.

11 de março de 2016 • Atualizado às 12 : 53

Embora os nomes sejam os mesmos, a realidade vivida é totalmente diferente. | Foto: Divulgação

ONG apresenta realidade de favelas brasileiras com nomes de lugares famosos
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Há 10 anos no Brasil, o TETO trabalha pela defesa dos direitos de pessoas que vivem em favelas precárias, diminuindo sua vulnerabilidade por meio do engajamento comunitário e mobilização de jovens voluntários. E nesse mês, a ONG lança a campanha: “Conheça outra realidade bem perto de você”, que busca evidenciar a realidade de pobreza e privação de direitos vivida por essas pessoas.

Criada pela agência Leo Burnett, a campanha convida a sociedade a conhecer favelas do Brasil que possuem o mesmo nome de bairros, cidades e até países turisticamente famosos. Embora os nomes sejam os mesmos, a realidade vivida pelos moradores de São Francisco (SP), Beverly Hills (SP) e Malvinas (SP) é totalmente oposta à vivida nesses pontos turísticos.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Além de dar visibilidade para a pobreza do país, o objetivo da campanha é convidar voluntários para a COLETA, o maior evento de voluntariado realizado pelo TETO. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, mais de seis mil jovens voluntários estarão nas ruas das cidades de São Paulo, Campinas (SP), ABC (SP), Santos (SP), Rio de Janeiro, Curitiba (PR) e Salvador (BA), denunciando a realidade vivida nas favelas invisíveis do Brasil e arrecadando recursos para os trabalhos desenvolvidos pela ONG. Para participar, o voluntário deve acessar o site.

“Por que ninguém ouve falar na São Francisco e na Beverly Hills da zona leste de São Paulo? Por que essas e outras cem comunidades onde trabalhamos nesses últimos dez anos parecem não existir? Elas são invisíveis ou nós não queremos enxergá-las? Estamos falando de milhares de pessoas vivendo em moradias precárias, sem saneamento, sem água potável, sem acesso a serviços básicos. Pessoas que lutam diariamente por seus direitos, sobrevivendo com uma renda de R$154,00 por mês*. Nossa campanha é mais do que um convite para conhecer essas comunidades, é uma passagem voluntária para o lado da transformação social. O primeiro destino é a COLETA: vamos nos juntar para construir uma sociedade mais justa”, afirma a Diretora Executiva da organização, Carolina Mattar.

Imagem: Divulgação

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