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Na foz do Rio Doce, comunidades atingidas pela lama da Samarco recebem festival

Ideia é fortalecer laços comunitários e buscar soluções para resgatar direitos dos atingidos do estouro da barragem.

7 de julho de 2017 • Atualizado às 15 : 34

O propósito do evento é buscar alternativas e compartilhar saberes, desafios e metodologias. | Foto: Divulgação

Na foz do Rio Doce, comunidades atingidas pela lama da Samarco recebem festival
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De 14 a 30 de julho será realizado em Regência e Areal, comunidades localizadas na Foz do Rio Doce no Espírito Santo, a primeira edição do Festival Regenera Rio Doce, uma iniciativa idealizada pela Aliança Rio Doce e construída de forma voluntária e colaborativa por  representantes da sociedade civil de diversos estados do país, coletivos, organizações e comunidade local.

O propósito do evento é buscar alternativas e compartilhar saberes, desafios e metodologias, capazes de fortalecer os vínculos comunitários para identificar e engajar ações necessárias para regeneração da bacia do Rio Doce. Contaminado desde novembro de 2015, a trágico acontecimento é resultado do estouro da barragem de Fundão das mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton em Mariana/Minas Gerais, há 800 km de distância da Foz do Rio Doce.

O festival é um convite para que mais pessoas possam conhecer de perto a realidade de quem literalmente convive com um mar de lama e perceber que não se trata apenas de lama, mas de muita luta, arte, cultura, empreendedorismo, saberes ancestrais e uma biodiversidade única.

“Representamos um movimento maior de quem acredita na Regeneração do Rio Doce e o nosso objetivo é fortalecer vínculos comunitários e promover processos de regeneração nas dimensões ambiental, social, cultural, econômica, afetiva e ética” , comenta Hauley Valim, que é sociólogo, morador de Regência e integrante da Aliança Rio Doce, movimento independente que surgiu a partir do encontro e colaboração entre comunidades locais e de pessoas de diversos estados no país que realizaram expedições pelo território atingido desde o rompimento da barragem.

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Os moradores de comunidades atingidas de todo o Rio Doce, logicamente, não pagam para participar do evento. Mas, para os demais participantes, os ingressos custam entre R$110,00 e R$330,00. O valor será revertido para o desenvolvimento das atividades durante o festival e a organização se compromete a informar os gastos de forma transparente no site do evento.

Além disso, há também uma campanha de financiamento coletivo para todos aqueles que não poderão comparecer mas gostariam de colaborar com a realização do Festival e com a viabilização de passagens para representantes de outras comunidades do Rio Doce.

Permacultura, agroecologia e tecnologias sociais são alguns dos temas abordados durante o festival. Confira programação completa e suas atividades aqui.

Rio Doce

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