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Mapeando plantas, pesquisadora sabe dizer quão conservada é a área

Trepadeiras lenhosas com mais de quatro centímetros de diâmetro, por exemplo, só ocorrem em áreas bem conservadas.

8 de maio de 2017 • Atualizado às 16 : 28

A maioria da unidades de conservação não faz nenhum monitoramento. | Foto: iStock by Getty Images

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Contribuir com a preservação de áreas ambientais, por meio da identificação de indicadores naturais das condições da vegetação, tem sido um dos objetivos dos estudos desenvolvidos pela professora Eliana Cardoso Leite, do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade na Gestão Ambiental (PPGSGA) do Campus Sorocaba da UFSCar.

A ecologia florestal e o estudo das áreas protegidas são as principais linhas de atuação da pesquisadora, que já trabalha com o assunto há mais de 15 anos. No caso dos estudos que selecionam indicadores da vegetação, com o objetivo de monitorar áreas protegidas, a pesquisadora enfoca plantas trepadeiras, samambaiçus e espécies do sub-bosque como as palmeiras, por exemplo. A partir dessas plantas como indicadores, Eliana concluiu que as trepadeiras lenhosas com mais de quatro centímetros de diâmetro só ocorrem em áreas bem conservadas. “O mesmo vale para samambaiçus de grande porte, com mais de 4 metros de altura, e para algumas espécies como Euterpe edulis (palmito juçara) no sub-bosque. Todas indicam áreas bem conservadas”, afirma ela. Por outro lado, segundo a docente, a ausência desses indicadores, somada à presença de espécies de Piper sp., no sub-bosque, evidenciam áreas degradadas.

Os estudos em conservação e biodiversidade da UFSCar são inovadores considerando que, de acordo com a pesquisadora, no Brasil não existem trabalhos com indicadores vegetais. Eliana afirma que a grande vantagem desse método, quando comparado ao uso de espécies de fauna como indicadores (aves e pequenos mamíferos), é a facilidade de observação. “No caso da vegetação, facilmente os técnicos poderiam ser treinados e conseguiriam identificar no campo os indicadores. Isso tornaria o monitoramento mais fácil, mais rápido e mais barato”, afirma a professora, alertando que, no país, apesar da existência de estudos com fauna, a maioria da unidades de conservação não faz nenhum monitoramento.

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