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“Mais de 30 milhões de animais abandonados estão esperando uma chance”, diz veterinária

A adoção é um ato de amor e também a garantia de um companheiro fiel e disposto a viver ao seu lado a vida toda.

18 de maio de 2017 • Atualizado às 15 : 03

O primeiro passo para adotar um animalzinho é buscar uma organização de proteção na sua cidade. | Foto: iStock by Getty Images

“Mais de 30 milhões de animais abandonados estão esperando uma chance”, diz veterinária
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São cerca de 30 milhões de animais em situação de abandono no Brasil. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães vivem pelas ruas das cidades do país. Para a veterinária Laís Alarça, especialista da Hercosul Alimentos, a situação é grave, mas a conscientização é um passo importante para solucionar o problema.

“Há muitas pessoas procurando um animal e muitos animais precisando de alguém, mas ainda há um tabu em torno da adoção no Brasil e é isso que precisamos vencer em um primeiro momento. Há muitas formas de adotar um bichinho e nenhum risco para a saúde de quem faz isso”, revela.

Dra. Laís se refere ao mito de que todos os animais abandonados podem trazer doenças, o que não é verdade. “Muitos podem sim estar com algum problema de saúde, mas grande parte deles só precisa de acompanhamento veterinário, uma alimentação de qualidade, carinho e um lugar quentinho para dormir”, diz.

O primeiro passo para adotar um animalzinho é buscar uma organização de proteção na sua cidade. Os abrigos têm centenas de animais disponíveis e sedentos por uma casa nova. Antes de levar para casa, a especialista recomenda que seja feita uma visita ao veterinário. O mesmo acontece se o animal for retirado da rua.

“É importante que esse animal seja examinado para que a experiência – tanto dele como do tutor – seja positiva. O veterinário vai avaliar as condições de saúde do pet, aplicar as vacinas e vermifugação necessárias e fazer tudo o que for preciso para que o mesmo vá para a nova casa com segurança”, acrescenta.

Prepare a case para recebê-lo, pois isso é fundamental para evitar incidentes. Animais são curiosos e desbravarão o novo lar, o que pode resultar na ingestão acidental de produtos de limpeza ou mesmo de plantas tóxicas. “Observe ao redor e retire o que pode ser perigoso. Outra opção é limitar o acesso do animal e introduzi-lo no ambiente aos poucos. Nos casos dos gatos, isso é primordial, as janelas precisam estar teladas antes da chegada do bichano”, explica.

A adaptação de ambos pode levar alguns dias, mas geralmente resulta em uma linda história que a família e o animal protagonizarão juntos. “Os pets se adaptam rapidamente, precisam apenas de segurança e atenção. É preciso lembrar que o ambiente é novo para o bichinho e é extremamente natural que ele se assuste nos primeiros momentos”, completa.

Gatos gostam de altura e sempre procuram um local onde se sintam seguros. “Deixe brechas para que o animal se esconda e passagens entre os cômodos para que não se machuque em caso de tentativa de fuga para outro “esconderijo”. Armários e prateleiras também agradarão o pet”, indica.

Outra questão fundamental é a alimentação do animal, pois a maioria dos abrigos não consegue oferecer uma alimentação de qualidade, pois são muitos bichinhos para alimentar. “É preciso atenção na hora de mudar a marca do alimento , pois isso pode interferir na saúde do pet. O ideal é que a migração seja feita aos poucos, misturando a alimentação antiga à nova gradativamente. Este processo costuma levar cerca de uma semana”, diz. Laís.

Adotar é um ato de amor, além de ser transformador. Os bichos são gratos e fiéis àqueles que amam e esse sentimento perdura pela vida toda. “Há tantos animais precisando de afeto e cuidado, que na visita ao abrigo vai ficar difícil escolher um só”, conclui a especialista.

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