Inpe e SOS Mata Atlântica divulgam Atlas da Mata Atlântica
27 de Maio de 2011 • Atualizado às 05h44

A Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. O estudo mostra uma análise da situação do bioma entre os anos de 2008 e 2010.

Durante dois anos os pesquisadores analisaram 98% do território brasileiro que abriga esse tipo de floresta, espalhados por 17 estados. A conclusão do estudo é que durante esses dois anos, o bioma perdeu 31.195 hectares, o equivalente a 311,95 quilômetros quadrados. Mesmo sendo números altos, eles significam que neste período houve redução de 55% no desmatamento, em relação ao período que vai de 2005 a 2008.

O Atlas, lançado na última quinta-feira (26) – um dia antes da comemoração do Dia Nacional da Mata Atlântica, serve como alerta para o cuidado com esse bioma brasileiro. Segundo a publicação, apenas 7,9% da área ocupada originalmente por essa floresta permanece preservada, enquanto a maior parte sofreu “os impactos de diferentes ciclos de exploração, da concentração das maiores cidades e núcleos industriais e da alta densidade demográfica”.

Durante os dois anos em que as análises foram feitas, o estado de Minas Gerais foi o que mais desflorestou, com uma área de mais de 12 mil km2 de áreas florestais destruídas. Na sequência vêm: Bahia, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

A Mata Atlântica merece atenção especial por abrigar mais da metade da população brasileira (62%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), ao mesmo tempo em que acolhe uma “parcela significativa da diversidade biológica do Brasil, reconhecida nacional e internacionalmente no meio científico”. Além disso, muitas espécies nativas da Mata Atlântica são endêmicas, ou seja, existem apenas neste bioma, o que valoriza ainda mais a sua importância, não só para o Brasil, mas para todo o planeta.

Clique aqui para ter acesso completo aos mapas do Atlas e aos dados estatísticos da pesquisa.

Redação CicloVivo

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