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Hospital público em SP ganha jardim terapêutico

O projeto foi criado por voluntários com o skatista Roger Mancha no Hospital Público Infantil Darcy Vargas.

23 de março de 2015 • Atualizado às 14 : 05

Hospital público em SP ganha jardim terapêutico
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Diversos voluntários, inclusive o empresário do skate Roger Mancha, se juntaram para oferecer um espaço de relaxamento e descanso para crianças, pais e funcionários no Hospital Público Infantil Darcy Vargas, localizado no bairro Morumbi, em São Paulo. Foi dessa união que surgiu a ideia do projeto “Jardim Terapêutico”, inaugurado no último sábado (21).

Além da área verde, trata-se do primeiro espaço de saúde com graffiti. O resultado foi um espaço de 90m² elaborado pelos arquitetos André Rogov e Vinícius Patrial, e as paisagistas Aline Sini e Emi Ishigai, que funciona como um lugar para ser apreciado, com o intuito de acalmar, confortar e causar reações positivas.

Foram colocadas também algumas plantas frutíferas, como jabuticabeira, romã e acerola, que além de servir de alimentação, atraem pássaros. As paredes foram grafitadas por artistas urbanos como Chivitz, Miau, Flavio Samelo e Jay.


Foto: Divulgação

Como surgiu o projeto

A ideia inicial foi da voluntária Monica Mallart, uma administradora que mantém o projeto “Mamãe Que Fez”, destinado a oferecer o ensino de trabalhos manuais às mães que aguardam no hospital os filhos em tratamento de hemodiálise, também como alternativa para a geração de renda.

“Convivendo com as mães no hospital, e com os funcionários, sempre me questionei sobre como amenizar o clima estressante, e surgiu o ‘Jardim Terapêutico’ para ocupar um espaço ocioso no hospital, ao lado da recepção. Conheci o Mancha por meio de outro projeto, que ambos fazemos parte, o ‘Patas Therapeutas’, e ele foi me ajudando a formatar”, declara.

Mancha é voluntário do “Patas Therapeutas” há cerca de um ano. No projeto, donos de animais podem inscrevê-los – com perfil dócil e após treinamentos – para levar diversão às crianças no hospital. Além desse projeto, ele mantém ainda um projeto pessoal chamado “Firstpush”, que conecta pessoas com o intuito de mobilizar causas, e foi a partir dessa rede de contatos que ele conseguiu conectar as pessoas certas para a realização do Jardim Terapêutico.

“Quando a Monica me falou sobre o jardim terapêutico, decidi utilizar o Firstpush para contribuir. Como faço parte do cenário artístico e cultural urbano, acabo conhecendo bastante gente, e utilizei disso para alcançar profissionais como jardineiros, artistas e paisagistas, e integrá-los ao projeto”, comenta o skatista. 


Foto: Divulgação

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