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Guardar água da chuva é alternativa para driblar crise hídrica

Veja o exemplo de quem optou pelas cisterna e reduziu o desperdício de água.

22 de janeiro de 2015 • Atualizado às 09 : 09
Guardar água da chuva é alternativa para driblar crise hídrica

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As cisternas têm sido uma das saídas encontradas pelos paulistas para driblar a crise hídrica que ocorre no estado. Mesmo com as fortes chuvas que atingiram muitas cidades nas últimas semanas, as precipitações não foram suficientes para encher os reservatórios. Assim sendo, uma das saídas é captar este manancial e armazená-lo na própria casa.

Foi isso o que fez Terezinha Camargo da Silva. Nascida no Rio Grande do Sul, hoje ela mora na cidade de São Paulo e é mais uma das pessoas que precisaram mudar parte da rotina para se adaptar à escassez. Durante uma feira, ela conheceu o técnico agropecuário Edson Urbano, que disponibilizou a ela um manual para construir uma cisterna doméstica. A ideia virou realidade.

Terezinha explica que os itens necessários para a fabricação do sistema são simples: uma bombona de 220 litros, cano de PVC, torneira, tinta artesanal e cola durepox. Como a prática leva à perfeição, após algumas tentativas, hoje a gaúcha já domina a técnica. Somente em sua residência ela possui quatro cisternas. Mas, o conhecimento não ficou guardado para si e hoje ela dá oficinas em comunidades para ensinar outras pessoas a fazerem seus próprios sistemas de armazenamento de água.

Além de reduzir o desperdício e o consumo dos recursos hídricos, a diferença foi sentida no bolso. “Eu tinha muito medo de ter que acabar com o cantinho da família com a crise da água. Eu gastava muita água com a minha horta vertical. Agora, já resolvi o meu problema. Tenho até um minhocário”, explicou Terezinha. Após a instalação da cisterna, a conta de água que era de R$ 150 passou a ser de R$ 49.


Foto: Arquivo Pessoal

A água armazenada da chuva ganha diversas utilidades. “Eu uso para lavar o quintal, aguar as plantas, jogar no banheiro. Só não é própria para o consumo humano. Ela não é potável”, esclarece a gaúcha, que também preside uma padaria comunitária.

Um dos principais diferenciais da cisterna feita por Terezinha está na estética. A senhora de 59 anos teve o cuidado de pintar à mão cada uma das bombonas usadas em sua casa. “Eu pintei assim para incentivar as famílias a economizarem água e terem um cantinho lindo no quintal”, justificou.


Foto: Arquivo Pessoal

O CicloVivo já deu o passo a passo para fazer uma cisterna caseira. Clique aqui e aprenda como armazenar a água da chuva.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

 

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