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Ferramenta calcula valor econômico das florestas urbanas

Software foi desenvolvido pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos.

2 de março de 2016 • Atualizado às 18 : 55

A pesquisa está usando dados da vegetação do Parque do Ibirapuera, o maior de São Paulo. | Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Ferramenta calcula valor econômico das florestas urbanas
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Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP está avaliando a utilização do software i-Tree, uma ferramenta inovadora que consegue quantificar o valor econômico que a vegetação do Parque do Ibirapuera pode devolver à cidade de São Paulo. O trabalho do administrador de empresas Fernando Antonio Tolffo propõe a valoração das áreas verdes livres e dos parques urbanos como recurso que integre estratégias para o desenvolvimento da qualidade ambiental das cidades. O estudo também destacou a importância e efetividade das florestas urbanas e áreas verdes na redução os impactos causados pela urbanização acelerada.

O i-Tree é um software desenvolvido pelo USDA Forest Service, nos Estados Unidos, e uma equipe de colaboradores institucionais, sendo revisado periodicamente. “Ele proporciona o dimensionamento e a valoração de vários serviços ecossistêmicos, ou, para alguns, ambientais, proporcionados pela vegetação arbóreo-arbustiva presente nas cidades”, afirma o Tolffo. “São utilizadas uma grande série de dados atmosféricos e fitossociológicos, que foram obtidos em diversas instituições de pesquisa, adaptados e transferidos para processamento pela equipe do i-Tree nos Estados Unidos”.

De acordo com Tolffo, as árvores urbanas exercem as mesmas “funções” de suas congêneres no campo. “Agrupadas ou isoladas, elas favorecem a redução do escoamento das águas pluviais, melhoram a qualidade do ar pela filtragem e absorção dos poluentes atmosféricos considerados no estudo, sequestram CO2, favorecem a economia de energia e as propriedades próximas a áreas verdes são normalmente mais valorizadas, além de questões vinculadas à melhoria do microclima, como as ilhas de calor”, aponta.

“São esses os serviços ecossistêmicos, aspectos que podem ser conhecidos e valorados a partir da aplicação do i-Tree, tanto em pequenas áreas verdes livres como para o total da vegetação remanescente em uma metrópole”.

Da Agência USP, para mais informações sobre esta tecnologia clique aqui.

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