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Estufa tecnológica no deserto produz 17t de tomate orgânico/ano

Construído no deserto do sul da Austrália, este é o primeiro sistema do tipo no mundo.

11 de outubro de 2016 • Atualizado às 10 : 35
Estufa tecnológica no deserto produz 17t de tomate orgânico/ano

Toda essa infraestrutura custou 200 milhões de dólares australianos. | Foto: Divulgação

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O Sundrop é um projeto desenhado para provar que as áreas desérticas também podem ser extremamente produzidas. Construído no deserto do sul da Austrália, este é o primeiro sistema do mundo que não usa solo tradicional, pesticidas, combustíveis fósseis ou água subterrânea, alguns dos principais desafios para a agricultura no futuro.

A estufa gigante é fruto de seis anos de trabalho de um grupo internacional de cientistas. O primeiro piloto deste projeto foi anunciado em 2010. Mas, foi em 2014 que a construção da estufa ideal começou a ser feita e neste mês a estrutura foi oficialmente inaugurada, com parte do cultivo já destinado aos postos de venda.

Foto: Divulgação

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Plantar no deserto é um verdadeiro desafio, por isso, cada detalhe foi pensado com muito cuidado. A água por exemplo, vem do próprio oceano, que está a dois quilômetros da estufa. Para fazer a irrigação, no entanto, não é possível usar água salgada. Então, um sistema de dessalinização remove o sal e transforma o recurso em água fresca, usada para alimentar 180 mil pés de tomates.

Foto: Divulgação

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Todo este processo demanda uma grande quantidade de energia, que para garantir a sustentabilidade do negócio, é produzida a partir do poder do sol. São 23 mil espelhos que refletem a luz solar para uma torre receptora de 115 metros de altura. Segundo a empresa, em um dia ensolarado é possível produzir até 39 megawatts de energia, o suficiente para abastecer todo o complexo.

Foto: Divulgação

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No lugar da terra usada normalmente como base para os plantios, a Sundrop usa cascas de coco e a própria água do mar limpa e esteriliza o ar, descartando a necessidade de pesticidas na produção.

Foto: Divulgação

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Toda essa infraestrutura custou 200 milhões de dólares australianos, um valor muito superior ao das estufas tradicionais. Mas, os cientistas esperam ter o retorno pelo investimento ao longo dos próximos anos, principalmente por ter um custo de manutenção e abastecimento muito menor do que as convencionais.

A empresa ainda espera construir mais uma usina deste tipo na Austrália e outras duas em Portugal e nos EUA. Testes semelhantes já tem sido realizados por outras companhias em áreas desérticas no oriente médio.

Redação CicloVivo 

 

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