Espécies exóticas da fauna e flora afetam biodiversidade nativa brasileira
10 de Fevereiro de 2011 • Atualizado às 13h16

Além das atividades humanas, a biodiversidade está ameaçada também por algumas espécies exóticas de animais. O perigo é oferecido por animais de estimação, como cães e gatos, e também por outras espécies da fauna e flora, como micos e saguis e jaqueiras.

Helena Bergallo, professora e pesquisadora do Laboratório de Ecologia de Mamíferos do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), coordena uma equipe que há dez anos trabalha no mapeamento e avaliação do impacto causado pelas espécies exóticas. 

Segundo a pesquisadora, esses animais, sendo predadores ou competidores, podem representar perigo para muitas espécies nativas da fauna podendo resultar na extinção. Alguns animais são trazidos por traficantes, já a árvore jaqueira, por exemplo, invade o ecossistema e desestabiliza o equilíbrio local.

Helena criou uma lista com as espécies ameaçadas, que foi entregue à Secretaria de Estado do Ambiente (SEA). No entanto, ela explica que será feita uma nova lista oficial com o mapeamento de todo o estado do Rio de Janeiro.

Um dos principais fatores que colaboram para o aumento das espécies exóticas é a falta de informação da sociedade, que sem conhecer os impactos que esses animais e plantas podem causar, não conseguem evitar a invasão.

Outro cuidado que deve ser levado em consideração está no retorno das espécies aos seus locais de origem. A professora explica que essa ação é praticamente impossível, por dois motivos. O primeiros deles é porque em muitos casos não se sabe quais são as origens das espécies e o segundo, trata-se dos problemas que poderiam acontecer caso eles retornassem ao seu ambiente original, como doenças, que tornam os riscos ainda maiores.

Para ela, a solução seria realmente exterminar alguns animais para impedir que outras espécies fossem extintas. Como exemplo ela cita o sagui-da-serra-escuro, o Callithrix aurita, que consegue cruzar com outras espécies, porém existe o risco de gerarem filhotes estéreis. Com informações do Instituto Carbono Brasil.

Redação CicloVivo

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