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Engenheiros de Stanford criam bateria de baixo custo feita com ureia

A bateria de alto desempenho pode ser a solução para o armazenamento de energia renovável.

13 de fevereiro de 2017 • Atualizado às 16 : 28
Engenheiros de Stanford criam bateria de baixo custo feita com ureia

A bateria é feita com ureia, comumente encontrada em fertilizantes e urina de mamíferos. | Foto: iStock by Getty Images

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Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, a bateria é não inflamável e contém eletrodos feitos de elementos como o alumínio e grafite. O principal ingrediente do eletrólito é a ureia, que já é produzida industrialmente em larga escala para produção de fertilizantes de plantas.

“Essencialmente, o que você tem é uma bateria feita com alguns dos materiais mais baratos e mais abundantes que você pode encontrar na Terra. E realmente tem bom desempenho”, disse Hongjie Dai, professor de química que desenvolveu o projeto.

Em 2015, o laboratório da Dai foi o primeiro a fabricar uma bateria recarregável de alumínio. Este sistema é carregado em menos de um minuto e durou milhares de ciclos de carga-descarga. No entanto, essa versão da bateria tinha um grande inconveniente: envolveu um eletrólito caro. Já a nova versão, inclui o eletrólito à base de ureia, cerca de 100 vezes mais barato que o modelo 2015, com maior eficiência. Esta é a primeira vez que a ureia foi usada como bateria.

Armazenamento de energia renovável

À medida que a demanda por tecnologias renováveis cresce, aumenta a necessidade de baterias baratas e eficientes para armazenar a energia gerada durante a noite. As baterias atuais, como baterias de íon de lítio ou ácido-chumbo, são caras, inflamáveis e têm vida útil limitada.

De acordo com Michael Angell, co-criador do projeto, o armazenamento em rede é o objetivo principal da nova tecnologia devido ao seu baixo custo, alta eficiência e longa vida útil.

Uma versão comercial da bateria está atualmente em desenvolvimento.

Direções futuras

Para atender às demandas de armazenamento de rede, uma bateria comercial terá de durar pelo menos dez anos. Ao investigar os processos químicos dentro da bateria, Angell espera estender sua vida útil. A perspectiva é promissora. No laboratório, estas baterias de alumínio à base de ureia podem passar por cerca de 1.500 ciclos de carga com um tempo de carga de 45 minutos.

“Com esta bateria, o sonho é que a energia solar seja armazenada em cada edifício e em cada casa”, disse Dai. “Talvez isso mude a vida cotidiana, não sabemos”, completa.

Redação CicloVivo

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